quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Beto Monteiro realiza encontro de pilotos no Autódromo Internacional da Paraíba

 

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Uma confraternização para começar 2023 da melhor forma possível. Desta forma pode ser definido o evento promovido pelos piloto pernambucano Beto Monteiro, apoiado pelo Grupo Universal Automotive Systems, reunindo alguns dos principais nomes do Nordeste, como Kiko Porto, maior destaque do País nas categorias do Road to Indy.

O evento foi realizado no Autódromo Internacional da Paraíba, em São Miguel do Taipu (PB) pelo terceiro ano seguido, conhecido como "Race Day Beto Monteiro e Amigos".

No traçado de 3.024 metros, Kiko e Beto aceleraram com algumas personalidades como Waldner Bernardo, o Dadai, ex-presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e Bia Martins, que foi a responsável por marcar a presença feminina no evento.

“Isso não é uma competição, mas sim um evento para o pessoal andar, se divertir e fazer o que gosta. Sem a pressão que a gente passa o ano todo nos campeonatos em que disputamos. Este dia é para diversão”, disse Beto Monteiro, dono de quatro títulos brasileiros nas competições de caminhão, e que pretende fazer do encontro um evento tradicional para o esporte a motor no Nordeste brasileiro.

Rally Dakar 2023 -- Pablo Quintanilla é o segundo mais rápido do dia

 

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Depois de muita pedra, chegou a hora de explorar as paisagens típicas do deserto no Rally Dakar 2023, na Arábia Saudita. Em um percurso com partida e chegada no acampamento em Ha’il, a quarta etapa da prova foi composta por 425 quilômetros de especiais (trechos cronometrados), além de 152 km de deslocamentos, nesta quarta-feira (4/1). Os pilotos passaram por verdadeiras montanhas de areia e seguiram por trilhas de chão arenoso, bastante úmido por conta das chuvas dos últimos dias, com grande exigência na navegação.
 

A equipe Monster Energy Honda teve um dia positivo, primeiro porque o piloto Ricky Brabec, que sofreu uma queda no dia anterior e estava em observação no hospital, foi liberado pela equipe médica. Na prova, o dia também rendeu. O chileno Pablo Quintanilla foi o segundo mais rápido da etapa, apenas 16 segundos atrás do espanhol Joan Barreda -- que também pilota uma motocicleta Honda CRF 450 Rally.

O francês Adrien Van Beveren foi o quinto do dia, dois minutos e 37 segundos depois de Barreda. Honrando o verdadeiro espírito do Dakar, José Ignacio “Nacho” Cornejo parou para socorrer o português Joaquim Rodrigues, que sofreu uma queda. Por conta do gesto nobre, ele perdeu sete minutos e 35 segundos -- tempo que foi descontado mais tarde em sua classificação. Desta forma, o chileno alcançou o nono lugar na etapa. No ranking geral das motos, Quintanilla está em sétimo lugar, Van Beveren em oitavo e Nacho em 12º. 

Dakar: a "surpresa" Lucas Moraes sobe para sexto

 

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Estreante e conhecido apenas por quem acompanha o cenário do rally no Brasil, Lucas Moraes segue surpreendendo na 45ª edição do Dakar, a prova mais importante e difícil da modalidade. Nesta quarta-feira (4), o piloto da equipe belga Overdrive Racing terminou a corrida na oitava colocação, fato que o alçou para o sexto lugar na classificação geral da categoria Carros, a que conta com os veículos e competidores de maior renome no esporte. 

À frente de Lucas estão somente craques, como o atual campeão do Dakar, o catariano Nasser Al-Attiya (Toyota), além candidatos à vitória lendários, como espanhol Carlos Sainz (Audi) e o francês Stéphane Peterhansel (Audi). O brasileiro é também o único rookie entre os 15 melhores da prova.

Moraes é o atual bicampeão do Rally dos Sertões, prova que, apesar de importante, não tem a mesma visibilidade internacional que o Dakar. Além disso, tem chamado a atenção o respeito que Moraes tem mostrado pela competição disputada nos desertos da Arábia Saudita. “Estou aprendendo mais a cada dia. E encaro cada dia como um novo desafio a ser superado”, diz ele. “O Dakar não é apenas difícil tecnicamente, é também extenuante, longo e perigoso. Basta ver a quantidade de quebras, acidentes e abandonos em todas as categorias. Tem que respeitar, mas ao mesmo tempo tem também que encarar de verdade o desafio. Não é uma fórmula fácil de resolver”, avalia o atleta Red Bull, que disputa a corrida com patrocínio da SpeedMax Pneus.

Nesta quarta-feira, que correspondeu ao quarto dia de corrida, Moraes voltou a se referir à experiência em sua estreia como “aulas importantes”. “Hoje, eu consegui ter mais duas aulas importantes. Lá pelo km 100 da especial, eu consegui ir atrás do Mattias Eckstron (Audi), que é bem rápido; fui seguindo e observando a técnica, vendo o que eu poderia adaptar à minha pilotagem. Em seguida, consegui colar no Nasser (Al-Attiya, atual campeão, Toyota) e consegui segui-lo por uns 30 ou 40km até chegar em um trecho que levantava muita poeira. Então, por segurança, decidi abortar a estratégia. Mas foram momentos muito proveitosos para mim. Estou feliz, por que estamos evoluindo dia a dia”, conta ele, que tem como navegador o alemão Timo Gottschalk.

Dakar 2023 - Marcelo Medeiros faz uma excelente etapa de recuperação

 

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 Marcelo Medeiros, piloto da TAG Racing, concluiu a 4ª etapa do 45° Dakar na nona posição entre os Quadriciclos FIM depois de largar da 16ª colocação. O maranhense completou os 425 quilômetros de trecho cronometrado desta quarta-feira em 06h25min34. O titular da Yamaha Raptor 700, #159, subiu um degrau na tabela de classificação da competição, ficando agora na 15º posição e somando 53h07min31.

A 4ª especial teve percurso em forma de laço ao noroeste da Arabia Saudita, pela região de Há’il. A resistência dos competidores e de suas máquinas foi um fator decisivo. A presença massiva de areia com dunas de todos os tipos, exigiu uma abordagem diferente na pilotagem em uma prova considerada difícil até pela navegação.

“Eu vinha bem, administrando minha posição, mas quase no fim da prova tive esse contratempo. Encontrei uma duna que quebrava em 90 graus e caí embicado no areão, capotando. Estou bem e o quadri só teve danos na carenagem dianteira. Minha equipe vai ter um pouco de trabalho, mas vamos com tudo para concluir as etapas que restam deste Dakar. Apesar deste aperreio, estou satisfeito com o resultado e focado em meu objetivo”, contou o piloto maranhense.

"Foi mais um dia longo, especial de 425 quilômetros. No geral, fizemos uma boa etapa, principalmente por alavancar posições. Nesta etapa, tudo esteve bem, o corpo está se sentindo bem e o quadri se comportou muito bem, então sim, estamos felizes e satisfeitos com o resultado. O foco continua no objetivo de completar bem todos os dias”, diz Marcelo Medeiros.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Dakar: Após três etapas, pai e filho estão entre os oito primeiros nos UTVs T4

 

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 A 3ª etapa do Dakar teve início entre cânions, trechos rápidos e belas e inóspitas paisagens mas devido às condições climáticas que causaram danos e alagamentos ao percurso, a organização foi obrigada a cortar aproximadamente 70 km e a Especial foi interrompida por volta do km 378. Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 completaram em 4º na T4 (4h26m37s) e seguem vice-líderes na categoria, a 9m36s da dupla polonesa (Marek Goczal/Maciej Marton). Já Bruno Conti/Pedro Bianchi Prata #409 andaram forte e fecharam em 7º (4h32m45s) e subiram quatro posições no acumulado da categoria e estão em 8º posição. Após três etapas pai e filho de Vinhedo (SP) estão entre os oito primeiros da T4.

Chuva e frio atingiram a caravana do Dakar nesta terça-feira. “Chegamos em Ha´il quase com hipotermia porque está muito frio por aqui. A Especial estava muito boa e até a metade vínhamos bem e em um ritmo forte até a parte de um rio e terminamos em 4º e mantivemos a vice-liderança. Mais um dia completado”, conta Rodrigo Luppi.

“Achei a Especial rápida e fácil. A única dificuldade foi o tempo ruim que atrapalhou e alguns problemas que tivemos com o UTV, de resto fizemos uma boa prova hoje”, diz Bruno Conti, 18 anos, o piloto sul-americano mais jovem desta 45ª edição. “A gente andou muito rápido e seguro, apesar de muito chuva e lama e dificultou a Especial demais. Mas o Bruno manteve um bom ritmo, não cometeu erros e, agora, vamos ver o que nos espera amanhã”, completa o piloto de moto Pedro Bianchi Prata, que nesta edição está navegando para o estreante Conti. O português está em sua 12ª participação na competição.

A 4ª etapa será em laço, com largada e chegada em Há´il e os competidores percorrerão 574 km, sendo 425 deles cronometrados. No caminho muita areia e dunas entre outras adversidades que exigirão muita técnica, resistência e superação de máquinas e competidores.

As duplas competem a bordo de UTVs Can-Am Maverick XRS, preparados pela South Racing. No Dakar 2022, Luppi/Justo terminaram em 6º na T4, venceram uma etapa na categoria, lideraram por dois dias e em nove das 12 Especiais fecharam entre os Top5. Vale destacar que os dois navegadores Justo e Bianchi Prata são Legends (mais de 10 participações) da competição que acontece pela quarta vez na Arábia Saudita.

O Dakar 2023 soma pontos para o Mundial de Rally Cross Country (FIA e FIM). Mais informações: www.dakar.com e App Dakar Rally 2023.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Rally Dakar 2023 -- Confira como foi a terceira etapa na Arábia Saudita

 

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  Ao contrário das paisagens típicas do Rally Dakar, geralmente com muito sol e calor no deserto, a terceira etapa da edição 2023 foi marcada por desafios variados, que incluíram rochas, areia, chuva e lama. O percurso desta terça-feira (3/1) somou 669 quilômetros entre Alula e Ha'il, na Arábia Saudita -- 447 deles de especiais (trechos cronometrados).

A equipe Monster Energy Honda teve uma grande baixa, após o abandono de Ricky Brabec. O primeiro piloto dos Estados Unidos a vencer o Rally Dakar, em 2020, sofreu uma queda após 274 km de especial. Ele foi socorrido de helicóptero e levado até o hospital local. Após todos os exames, a equipe médica de Ha'il afirma que não houve fraturas ou outras lesões graves. Por precaução, Brabec permanecerá em observação por mais 24 horas, mas seu estado é bom.

Pablo Quintanilla foi o destaque da equipe com o oitavo lugar na terceira etapa, seguido por Adrien Van Beveren, em nono. José Ignacio “Nacho” Cornejo finalizou o dia na 11ª posição. Desta forma, Quintanilla e Van Beveren mantêm seus lugares na classificação geral das motos, em sétimo e oitavo, respectivamente, enquanto Nacho ocupa a 13ª colocação da tabela.

A quarta etapa do Rally Dakar 2023, nesta quarta-feira (4/1), será realizada “em laço”, com largada e chegada no acampamento de Ha’il. A especial terá 425 km, sendo que o percurso total do dia, contando os deslocamentos, inclui 573 km. Com expectativa de clima ensolarado, haverá montanhas íngremes de areia nos primeiros 100 quilômetros da especial. Depois disso, a navegação será bastante exigente nas trilhas arenosas que levarão os competidores de volta a Ha'il. Além de areia, o roteiro apresenta chão de terra e trechos rochosos. 

Dakar 2023 - Terceira etapa é encurtada devido ao mau tempo. Para Marcelo Medeiros o dia é para esquecer

 

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 Para Marcelo Medeiros (TAG Racing/#159), que faria uma prova de recuperação na disputa da terceira etapa do 45º Dakar, os planos foram adiados, o piloto sofreu uma queda próximo ao local onde a prova foi encerrada, não sofreu nenhum dado físico e fechou em 16º lugar na categoria quadriciclos. “Estou bem muito bem fisicamente, a equipe fará a manutenção devida no quadriciclo para pra poder seguir a prova amanhã”, destaca o piloto.

Segundo comunicado, a decisão de cancelar a prova entre as cidades de Alula e Ha'il foi devido à degradação das condições climatéricas que já não permitia aos organizadores garantirem as melhores condições de segurança aos participantes. Portanto, as equipes que completaram como das motos, tiveram os seus tempos mantidos. Já as demais, quadriciclos, carros e caminhões, que ficaram paradas no ponto de controle (378 km da especial), tiveram a classificação do dia estabelecida a partir dos tempos alcançados neste ponto ou os cálculos serão feitos para cada um dos pilotos de acordo com a média realizada na primeira parte da etapa para atribuir-lhes um tempo de chegada.

“Nos primeiros 50 quilômetros tivemos talvez o mais belo visual desta edição do rali. O trajeto continha uma rota através de uma sucessão de cânions, com prova rápida, consegui imprimir um bom ritmo, mas após a metade do percurso as coisas se complicaram, o mau tempo prejudicou bastante o rendimento, precisei parar por muitas vezes. Amanhã é outro dia e vamos para as areias e dunas do jeito que eu gosto”, destacou o piloto brasileiro de São Luís, Maranhão.

Os próximos desafios do principal rali do planeta serão em formato de laço, partidas e chegadas da cidade anfitriã Ha'il, para as etapas 04 e 05. Nesta quarta-feira, 04, serão 574,01 quilômetros totais, sendo 425 quilômetros de trechos cronometrados e na quinta-feira, 05, serão 645,04 quilômetros totais, com especial de 373 quilômetros.

Com Moraes já no top10, tempestade cancela programação do Dakar

 

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 Organizadora do Rally Dakar, a francesa ASO anunciou às 14h30 (horário local) o cancelamento da parte final da especial que vinha sendo disputada nesta terça-feira (3), entre Alula e Ha'il, na Arábia Saudita. A interrupção veio quando os competidores atingiram o check point (ponto de checagem de roteiro) número três, momento em que a corrida já tinha percorrido 377km dos 447 previstos para o trecho em disputa hoje.
Segundo a ASO, os helicópteros de socorro e controle da imensa caravana, que conta com 455 veículos de corrida, não conseguiriam sobrevoar a região, onde ocorria uma tempestade naquele momento. “Confirmamos essa informação depois, nos dirigindo ao local do bivouac (acampamento). Pegamos uma chuva intensa, com visibilidade muito perigosa”, destacou o piloto brasileiro Lucas Moraes, que terminou em nono na categoria principal, dos carros, e novamente foi o melhor rookie da competição.
“Chegamos ao acampamento com a areia do deserto cheia de poças d’água. Um cenário bizarro”, completou o atleta brasileiro da Red Bull, que também conta com apoio da SpeedMax pneus. A corrida foi interrompida a cerca de 100km de Ha'il, local do acampamento desta noite para a caravana do Dakar.
O bom resultado foi comemorado por Moraes. “Ainda estou aprendendo como atacar as dunas e chegar entre os dez melhores do dia, ao lado de lendas do esporte, tem um significado muito grande para mim”, resumiu o jovem brasileiro. E o Brasil realmente teve um dia positivo. O navegador catarinense Gustavo Gugelmin, ao lado do piloto americano Austin Jones, venceu a especial do dia na categoria Protótipos Leves. Já na competição dos UTVs de série modificados para rali, a dupla Rodrigo Luppi e Mayel Justo terminou no segundo lugar. Logo atrás, em terceiro, chegou o piloto Cristiano Batista, que conta com a navegação do espanhol Fausto Mota.

Dakar: Em dia de "rio de pedras" Luppi/Justo fecham em 3º e Conti/Bianchi em 14º na T4

 

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É apenas o segundo dia de Dakar e as dificuldades do percurso não deram moleza aos competidores. Como era previsto, as pedras marcariam a Especial de 430 km. Transpor “um rio interminável de pedras” não foi tarefa fácil mas os brasileiros superaram as adversidades e completam a 2ª etapa. Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 fecharam com o 3º tempo na T4 e no acumulado são vice-líderes da categoria. O “rookie” -  estreante da competição – Bruno Conti #409 chegou em 14º na T4, com a ajuda do experiente português, Pedro Bianchi Prata, agora a dupla está em 11º na classificação, após dois dias de disputas.

“Na primeira etapa eram somente 7% de pedras, mas para hoje era previsto que aproximadamente 28% da Especial seria pedreira e foi duríssima. Era pedra para todos os lados que não acabava mais, mas mantivemos um ritmo sólido e melhoramos nossa posição em relação a ontem, isso que importa. Estamos 5m44s do líder da categoria”, explica Luppi. “Bruno e Pedro também se superaram e completaram e seguimos para a próxima etapa com o mesmo foco, chegar todos os dias com o melhor resultado possível e estratégia. O rali está apenas no início”, ressalta o piloto de Vinhedo (SP) que também acompanha de perto a estreia de Conti no Dakar, como companheiro de equipe e de grid.

Pai e filho pilotam UTVs Can-Am Maverick XRS, preparados pela South Racing. Conti estreia no Dakar aos 18 anos e é o piloto sul-americano mais jovens do grid. Na edição 2022, Luppi/Justo terminaram em 6º na T4, venceram uma etapa na categoria, lideraram por dois dias e em nove das 12 Especiais fecharam entre os Top5. Vale destacar que os dois navegadores são Legends (mais de 10 participações) da competição, tanto Justo quanto Bianchi Prata estão no 12º Dakar.

Após seis dias (desde 28/12) baseados no Bivouac em Sea Camp, o acampamento às margens do Mar Vermelho, nesta segunda-feira a caravana do Dakar deixou Yanbu e chegou a Alula. Os competidores percorreram 590 km no total. Para a 3ª etapa o destino será Ha´il, localizada em uma região montanhosa e também um oásis, assim com Alula, onde ficarão por mais quatro dia. Na terça-feira, muitas trilhas arenosas pelo caminho, mais montanhas íngremes de areia e com navegação complicada ao longo de 669 km, sendo 447 de trechos cronometrados.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Rodrigo Luppi/Maykel Justo abrem o Dakar em 4º e Bruno Conti/Pedro Bianchi Prata em 8º na T4

 

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 Não há melhor maneira de começar o ano do que acelerando no Dakar para os apaixonados por off-road. E foi assim que Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 e Bruno Conti/Pedro Bianchi Prata #409 iniciaram a 45ª edição entre muitas pedras, cascalho e areia ao longo de 603 km, dos quais 368 de Especial (trecho cronometrado). A 1ª etapa foi em laço, com largada e chegada no Sea Camp, o acampamento deste início da competição às margens do Mar Vermelho. Luppi/Justo garantiram a 4ª posição (4h16m2s) e Conti/Bianchi completaram em 8º (4h22m388s) na T4. São 45 UTVs competindo na categoria.

Em sua segunda participação no maior rali do mundo, Luppi conta como foi a etapa de abertura. “Dia bem proveitoso e uma Especial dura com muitas pedras. Tivemos um problema na barra traseira e dois pneus furados, perdemos uns 12 minutos no total, mas estamos bem satisfeitos com o resultado e nossa tocada para o primeiro dia. O Dakar só está começando”, explica o piloto de Vinhedo (SP). “Hoje foi uma Especial muito parecida com a de 2020, bem padrão Dakar, exigente e com muita navegação”, completa Justo, navegador de Taubaté (SP), que é um dos “Legends” da prova (competidores com mais de 10 participações).

O tão aguardado dia chegou e o filho de Luppi, aos 18 anos, largou para sua etapa de estreia no Dakar. “Foi uma Especial muito dura porque tinha muita pedra e muito de tudo e fomos melhor na parte das dunas. Estamos nos entrosando bem, Pedro e eu, e no caminho certo. Amanhã será uma etapa mais dura ainda, mas vamos pra cima”, diz Conti, um dos três competidores mais jovens do grid desta edição. “No início eram somente pedras e fomos tranquilos para evitar danos no pneu e no final da Especial foram muitas dunas difíceis com bastante navegação mas fomos bem nesta etapa exigente. Bruno pilotou muito bem e estamos no Top da T4”, explica Bianchi Prata, piloto português experiente que também é um dos “Legends” do Dakar.

Dakar: melhor rookie no 1º dia, Moraes começa bem a aventura na Arábia Saudita

 

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O primeiro dia do Rally Dakar é sempre marcado por surpresas. E muitas vezes não são agradáveis. Neste domingo (01), o inglês Sam Sunderland sofreu um sério acidente que, segundo boletins da organização, deve tirá-lo da corrida, realizada na Arábia Saudita. O britânico é o atual campeão do Dakar na categoria das motos – e estava listado como grande favorito para uma nova conquista.
Para os brasileiros, uma boa notícia foi o desempenho do bicampeão do Rally dos Sertões, Lucas Moraes, que faz sua estreia no Dakar na categoria principal, a dos carros, e já chama a atenção. Com um Toyota GR DKR Hilux navegado pelo alemão Timo Gottschalk, Moraes terminou na 12ª posição entre os 73 carros, o que o coloca como o melhor rookie deste início de Dakar. “Nós fomos com a estratégia de tentar chegar ao final da especial, fomos bem conservadores. Mas tem bastante chão pela frente, vamos encarando um dia de cada vez”, disse o atleta brasileiro Red Bull, apoiado pela SpeedMax.

Acidente – Sunderland foi levado de helicóptero para o Yanbu Hospital, na cidade de mesmo nome, a 300km de Jeddah. O piloto britânico está consciente e se movimenta normalmente, mas segundo a organizadora ASO tem suspeita de fratura no ombro e ferimentos nas costas. Passando por exames, ele já é considerado fora da 45ª edição do Dakar.
O acidente com Sunderland chamou ainda mais a atenção para o vencedor na especial de hoje na categoria principal, a dos carros. O experiente espanhol Carlos Sainz praticamente se disse traumatizado pelo incidente que o tirou da briga pela vitória do Dakar no primeiro dia de prova de 2022, quando uma imprecisão na planilha de navegação fez vários competidores se perderem no deserto. “No ano passado nós tivemos uma ducha de água fria logo no primeiro dia”, comentou o piloto da Audi no sábado, em uma coletiva, antes da vitória deste domingo. “Depois de trabalharmos muito duro tivemos que dizer adeus à chance de vitória logo no primeiro dia. Foi muito duro”.

Dakar 2023 - No primeiro dia do ano, Marcelo Medeiros é o 3º colocado entre os quadriciclos na etapa de abertura do evento

 

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 Para um apaixonado por velocidade, nada melhor do que iniciar um novo ano fazendo o que mais gosta e em uma entrega de corpo e alma desbravar um roteiro em pleno deserto na Arábia Saudita com um visual surreal. Foi assim, que neste domingo, 1º de janeiro, Marcelo Medeiros, piloto da TAG Racing e pentacampeão do rali dos Sertões, acelerou na primeira etapa das 14 etapas do 45º Dakar e concluiu na 3ª posição entre os  Quadriciclos FIM.

O percurso do trecho cronometrado deste domingo foi em forma de laço, saindo e chegando ao acampamento (Sea Camp) que abriga toda a programação prévia do Dakar e a primeira etapa às margens do Mar Vermelho - mar do Oceano Índico que está localizado entre a África e a Ásia (Península Arábica).

“Hoje começou de verdade, um contratempo logo no início fez com que perdesse cinco posições, por isso precisei imprimir um ritmo mais forte e consegui fazer algumas ultrapassagens e recuperar quatro posições. Alguns trechos de pedras e cascalho no caminho e que exigiu muita atenção na pilotagem. O importante é que nosso quadri terminou inteiro e está pronto para os próximos desafios”, apontou Medeiros, que faz sua quinta participação no mais longo e um dos mais importantes ralis do mundo.

Na segunda etapa da competição a especial será de 430 quilômetros e o total do dia é de 589,07 quilômetros com partida do Sea Camp e chegada em Al-'Ula, uma cidade da região de Medina no noroeste do país, habita o primeiro Patrimônio Mundial da UNESCO na Arábia Saudita (2008) e é famosa por seus oásis de natureza exuberante, protegido por montanhas de arenito com paisagem rica em beleza, vale desértico com espetaculares falésias e palmeiras a perder de vista, toda a diversidade atrai muitos turistas na atualidade. A província de Al-'Ula  inclui ruínas que datam desde o ano 300 a.C. e o complexo arqueológico de Al Khuraybah.

Dakar: Após os motores aquecidos no Prólogo, Conti/Bianchi e Luppi/Justo abrem 2023 acelerando na 1ª etapa

 

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  Agora faltam poucas horas para a largada do Rally Dakar que abrirá 2023 com uma etapa em laço com 603 km, dos quais 368 de trechos cronometrados (Especial). A expectativa é grande mas neste sábado, os competidores já puderam sentir um pouco da adrenalina quando participaram da cerimônia de abertura da 45ª edição, quando um a um foram apresentados e a emoção bateu forte. Logo depois puderam acelerar em um trecho de 13km do Prólogo. Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 completaram na 10ª posição (9m19s), enquanto Bruno Conti/Pedro Bianchi Prata #409 em 12º (9hm20s) nos UTVs T4, categoria conhecida como Modified Production SSV composta por 45 veículos.

“Prólogo rápido com bastante trechos com facão e areia nas curvas. Mas optamos em ser mais conservadores e não abusei para não correr riscos, pois teremos uma Especial longa amanhã quando o Dakar começa para valer. Estava há dois meses sem pilotar, mas estou muito focado e logo vou pegando meu ritmo de prova. Um misto de ansiedade e emoção, porque afinal meu filho vai estrear na prova”, explica Luppi, piloto de Vinhedo (SP) que está em sua segunda participação. “Amanhã começa o rali de verdade e será dia de colocar a estratégia em prática. Nosso objetivo é fazer resultado até mais ou menos a 8ª etapa e depois ir administrando, obviamente com o melhor tempo possível”, revela o navegador de Taubaté (SP), que está em sua 12ª participação no Dakar, além dos UTVs já competiu nos carros e caminhões.

Estreante no maior rali do planeta, Conti é o piloto sul-americano mais jovem do grid e se preparou muito para essa edição e terá ao seu lado o experiente piloto português Bianchi Prata. “Foi rápido, andamos dentro do previsto no Prólogo e, agora, é que vai começar o melhor. Certamente com a bagagem do Pedro, que conhece muito de Dakar, vou ter a tranquilidade que preciso para terminar a prova todos os dias e levar no melhor ritmo. É um sonho estar aqui, diz Conti de 18 anos, que há quatro compete nos UTVs. Esse ano estreou no Sertões e depois no Rally de Marrocos como parte da preparação para o Dakar.

Pilotos Rodrigo Luppi e Bruno Conti, pai e filho, estarão juntos pela primeira vez no Dakar

 

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 Tudo pronto para os brasileiros começarem a acelerar no Rally Dakar, neste sábado, 31. No último dia do ano, disputam o Prólogo, de aproximadamente 13 km, que definirá a ordem de largada para a 45ª edição, que acontece na Arábia Saudita. O pai, Rodrigo Luppi, estreou na competição em 2022, ao lado do navegador Maykel Justo. Já o filho, Bruno Conti, fará sua estreia e contará com o experiente competidor português Pedro Bianchi Prata, que assim como Justo, tem 11 edições do Dakar no currículo. A bordo dos Can-Am Maverick XRS, pai e filho de Vinhedo (SP), vão pilotar na categoria dos UTVs T4, preparados pela South Racing, uma das maiores equipes do grid.

Pela quarta vez, a maior prova off-road do planeta acontece na Arábia Saudita. Serão 14 etapas, entre 1º e 15 janeiro com um total de 8.528 km, dos quais 4.607 de trechos cronometrados. Após o shakedown - treino para ajustes finais antes de o rali começar - os UTVs passaram por uma checagem geral e receberam aprovação dos pilotos.

“O UTV está muito bom, os mecânicos apenas fizeram alguns ajustes para adaptar melhor a minha pilotagem. Foi a primeira vez também com o Pedro e gostei bastante do jeito que ele navega, tem tudo para dar certo e vamos pra cima! Amanhã vamos ver como será o Prólogo”, diz Conti, que aos 18 anos é o piloto sul-americano mais jovem desta edição. Bianchi Prata, por sua vez, tem 31 anos de off-road, multicampeão português nas motos, vai levar sua experiência e boa leitura de terreno (foram 10 edições do Dakar nas motos e uma nos UTVs) para a dupla.

Mais confiante para sua segunda participação no Dakar, Luppi enfatiza o desempenho do equipamento.  “Andamos quase 120 km no shakedown e foi muito proveitoso. Estamos felizes com a preparação e essa 5ª geração de UTV da marca é muito melhor do que o que andei no Sertões”, diz o piloto que foi vice-campeão na geral dos UTVs na edição 2022 do Sertões, ao lado de Justo (Taubaté/SP). No último Dakar, em sua estreia, Luppi completou em sexto nos UTVs T4.

Guia do Dakar: tudo sobre o desafio, os favoritos e os brasileiros em 2023

 

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O Dakar 2023 terá início com muitas expectativas e poucas certezas. Entre os 455 veículos inscritos nas sete categorias, a lista de possíveis vencedores é grande – e até inclui brasileiros. Mas, como dita a tradição e a própria essência da corrida, na 45ª edição do maior desafio do esporte a motor mundial tudo pode – e deve – acontecer. Confira abaixo um resumo do que de mais importante será visto na prova disputada nos desertos da Arábia Saudita, que define a ordem de largada no dia 31 de dezembro e tem o início de seus 15 dias de competição em primeiro de janeiro.
A corrida será disputada pela quarta vez seguida na Arábia Saudita, após 11 edições na América Latina, que recebeu a prova quando o Dakar foi forçado a abandonar a África devido a crescentes ameaças terroristas. Pelo segundo ano seguido, o rally será válido também para o Campeonato Mundial FIA de Rally Cross-Country.
O percurso será de 8.549km, sendo 4.706km de trechos cronometrados em alta velocidade – as chamadas especiais, correspondentes a um dia de competição. O trajeto prevê alguns trechos já visitados, como os de Al’ula, Ha’il e Riad, mas também inclui percursos inexplorados no inóspito “Empty Quarter” – um deserto gigantesco cujo nome, em tradução aproximada, significa “território inabitado”. Quem se perder por ali estará sozinho em um mar de areia. O Dakar, novamente, promete que a sequência interminável de dunas será predominante na prova.