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segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Quebra afasta Moraes da briga pelo título do Dakar

 

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 Pelo segundo ano consecutivo, uma quebra prejudicou o brasileiro Lucas Moraes na briga pelo título inédito para o Brasil no Dakar Rally, competição que teve início no dia quatro de janeiro e será encerrada na próxima sexta-feira, dia 17, com percurso realizado na Arábia Saudita. Ainda no quilômetro 17 dos 605 disputados neste sábado (11), o piloto e o navegador espanhol Armand Monleón ficaram parados por quase duas horas para substituir os amortecedores e reparar a suspensão traseira de seu Toyota GR DKR Hilux.
O duo, que vinha em quinto na classificação geral, com chances de brigar pelo pódio ou mesmo a inédita vitória para o Brasil, conseguiu retornar à corrida, mas agora com chances reduzidas na luta pelo pódio. Moraes e Monleón continuarão na prova, em busca de pontos para o Campeonato Mundial de Rally Raid, no qual terminaram em um também inédito terceiro lugar para o Brasil em 2024, já na primeira participação do piloto de São Paulo.

*Risco noturno nas dunas –* Moraes e Monleón, que no Dakar do ano passado também foram prejudicados por uma quebra, competem na categoria Ultimate, considerada a Fórmula 1 do rally. Outro brasileiro que é destaque neste Dakar é o navegador Cadu Sachs, que compete em um Taurus T3 Max ao lado do piloto português Gonçalo Guerreiro na categoria Challenger, destinada a protótipos leves construídos especialmente para competição. Neste sábado, a dupla ficou na sétima posição. O resultado, no entanto, mantém o duo na vice-liderança da prova na categoria, com a dupla argentina Nicolas Cavigliasso e Valentina Pertegarini (Taurus T3 Max) mantendo a liderança desde o primeiro dia desta 47ª edição do Dakar.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Dakar termina primeira semana com brasileiros na luta por pódio. Caravana fará intervalo amanhã

 

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A 47ª edição do Rally Dakar, que está em disputa até o dia 17 de janeiro na Arábia Saudita, segue surpreendendo pelo nível de dificuldade. Com largada no último dia 4 de janeiro, quando realizou sua primeira etapa, a prova até agora não teve nenhuma de suas grandes estrelas da categoria principal, a Ultimate (carros), no domínio de uma especial – nome do trecho formado geralmente por 400 a 500km cronometrados e com duração de um dia. 

Mais do que isso, os favoritos têm sofrido baixas pesadas: já abandonaram os espanhóis Nani Roma/Alex Haro, os também espanhóis e atuais campeões Carlos Sainz e Lucas Cruz e o sempre super favorito Sebastién Loeb (França) e seu navegador Fabian Lurquin (Bélgica). Roma e Haro bateram de frente com um concorrente e os demais inutilizaram seus carros em capotamentos – todos sem consequências graves para pilotos e navegadores. Amanhã (10), a caravana do Dakar faz sua única parada de “descanso” – um momento em que, na verdade, mecânicos e engenheiros continuam a trabalhar freneticamente para enfrentar a semana final.

Jovens vencedores – Nas cinco etapas realizadas até agora, a nova geração do rally venceu quatro, com destaque para a segunda delas, justamente a que durou 48 horas e quase mil quilômetros, quando a vitória foi do lituano Rokas Baciuska, de 25 anos, que compete em parceria com o navegador espanhol Oriol Mena. 

No dia seguinte, frisando o momento de renovação do Dakar, do qual fazem parte os brasileiros Lucas Moraes e Cadu Sachs (detalhes abaixo), o sul-africano Saood Variawa, de apenas 19 anos, faturou a terceira especial, tornando-se o piloto mais jovem a dominar um dia no mais duro desafio do esporte. Variawa compete em parceria com o navegador francês François Cazalet. Curiosamente, a liderança na Ultimate é da dupla sul-africana Henk Lategan/Brett Cummings, que ainda não venceu uma especial, mas é a melhor na soma dos tempos de todos os dias.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Brasileiro avança na classificação do Dakar

 

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 O brasileiro Lucas Moraes foi um dos principais protagonistas nesta terça-feira (7), durante a terceira etapa do Rally Dakar, disputada entre as regiões de Bishá e Al Henakiyah, nos desertos da Arábia Saudita. Parceiro do navegador espanhol Armand Monleón no Toyota GR DKR Hilux da equipe TGR, Moraes perdeu a ponta faltando cerca de 100km dos 397 cronometrados do dia, quando os freios traseiros pararam de funcionar. Depois disso, foi ainda prejudicado por um pneu furado a 30km da chegada, que obrigou a dupla a realizar uma parada para fazer a substituição. Mesmo assim, o duo terminou na nona colocação na especial desta terça-feira e, com isso, subiu da oitava para a quinta posição na classificação geral da prova. Moraes e Monleón disputam a categoria Ultimate, a principal da competição, que tem neste momento a liderança da dupla sul-africana Henk Lategan/Brett Cummings na classificação geral.

O piloto sul-africano Saood Variawa e o francês François Cazalet, a bordo de um Toyota da equipe TGR, venceram a especial. Aos 19 anos de idade, Saood é o mais jovem vencedor de etapa na história da categoria Ultimate. Mesmo encurtada em 169km pela organização devido às tempestades que assolam a região nesta fase do ano, a especial (trecho cronometrado) desta terça-feira foi exigente, em particular pelo piso rochoso que predominou em longos trechos. E o desafio se mostrou complicado logo de início: já no quilômetro 12, o Dacia SandRider do multicampeão de rally de velocidade Sébastien Loeb (França) e de seu navegador, Fabian Lurquin (Bélgica), capotou ao passar sobre uma depressão, fazendo dois giros até parar sobre as quatro rodas. O acidente atrasou em vários minutos o piloto francês, um dos principais favoritos, que mais tarde parou para conserto novamente devido à quebra da barra de direção – provavelmente em função da violência da capotagem. Ontem, um acidente similar tirou da corrida o Ford Raptor dos atuais campeões, os espanhóis Carlos Sainz e Lucas Cruz.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Dakar tem 48 horas de tensão no deserto

 

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Capotamentos, batidas, incêndios, centenas de atolamentos. A 47ª edição do Rally Dakar encerrou uma de suas fases de maior risco nesta segunda-feira (6), com a finalização da segunda etapa, iniciada ontem para a disputa de um trecho de 971km em 48 horas, no deserto Empty Quarter, na Arábia Saudita. Um dos favoritos já em sua terceira participação no famoso desafio, o brasileiro Lucas Moraes passou por um momento de superação nesse trecho da corrida: dois atolamentos e um pneu furado tiraram suas chances de um bom resultado nos dois dias de prova – no total, o evento contará com 12 dias de disputa até 17 de janeiro. 

Mesmo assim, Moraes e o navegador espanhol Armand Monleón terminaram em 12º na especial de 48 horas e ocupam a oitava posição na classificação geral – um resultado considerado satisfatório pelo piloto. Eles disputam a categoria Ultimate, a principal da competição, que ao final desta etapa tem o Toyota Hilux IMT EVO da dupla sul-africana Henk Lategan/Brett Cummings na liderança da classificação geral.

Campeões capotaram – Outra dupla forte que enfrentou contratempos foi Carlos Sainz e Lucas Cruz, atuais campeões do Dakar. O Ford Raptor do duo espanhol capotou no km 327 da primeira parte da especial de 48 horas, no domingo, e precisou ser puxado por um cabo atado a outro carro para ser colocado novamente sobre as quatro rodas. Com a carenagem em frangalhos – parte dela descartada no local do acidente – e danos na parte mecânica, Sainz e Cruz perderam muito tempo, mas seguiram na corrida. Agora na 20ª colocação na classificação geral da Ultimate, o experiente Sainz pediu desculpas à equipe pelo acidente: “Depois disso, acho que minhas chances de vencer este Dakar desapareceram”, disse o espanhol, tetracampeão da prova.

Destaque na primeira especial, disputada no sábado, quando terminou em quinto na Ultimate, a espanhola Cristina Gutierrez e seu navegador e conterrâneo Pablo Moreno socorreram o Dacia SandRider do multicampeão de rally de velocidade Sebastién Loeb, que tem navegação do belga Fabian Lurquin. Uma das grandes estrelas do Dakar, Loeb parou por problemas no km 401 durante o domingo e agora ocupa o sexto lugar na classificação geral. Mas nesta segunda-feira foi a vez da única piloto com potencial de disputar vitórias no Dakar 2025 ter problemas mecânicos. Seu Dacia SandRider não completou a etapa – o que tira Cristina da disputa pela vitória desta edição da prova, embora ela possa continuar participando da competição. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Brasileiros superam etapa de 48 horas e sobem no ranking do Dakar

 

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O Dakar reservou, nas últimas 48 horas, um dos maiores desafios de sua história de 45 anos. Foram 549 quilômetros cronometrados para serem completados em dois dias, em que pilotos e navegadores dormiram em barracas e se alimentaram com ração militar para seguir na prova.

Cristian Baumgart e Beco Andreotti superaram bem a etapa e finalizaram a sexta etapa com o 13º melhor tempo, em etapa que o então vice-líder Nasser Al-Attiyah enfrentou problemas. “Foram quase 10 horas de prova, a mais difícil que a gente fez na vida: dificuldade de pilotagem, de navegação, de terreno, cansaço... Mas foi muito legal. Dormimos em barracas no meio do deserto, a ração militar que nos deram era surpreendentemente boa. Viemos poupando o carro, seguindo um pouco o Loeb, depois o Lucas. Foi muito bom, deu tudo certo. Uma pena o que aconteceu com o Marcos e o Kleber, mas seguimos em frente”, afirmou o navegador Beco Andreotti.

A dupla subiu de posição na classificação geral deixando o 21º lugar e agora ocupa agora a 15ª colocação no geral entre os carros da categoria Ultimate, a mais rápida do rali. Na mesma categoria, Lucas Moraes e Armand Monleon também ganharam posições e agora ocupam o quarto lugar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Dakar: Bruno Conti/Bianchi Prata assumem a 6ª posição na geral dos UTVs, após a etapa Maratona

 

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 O estreante Bruno Conti e o legend (mais de 10 participações) Pedro Bianchi Prata conquistaram mais uma posição e assumiram a 6ª posição na geral dos UTVs T4. Nesta sexta-feira fecharam a 12ª etapa em 10º na categoria (2h27m56s). Um pouco mais de 1min depois, Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 terminaram em 11º (2h28m43s) a Especial de 185km, de um total de 376 do dia. As duplas completaram os dois de etapa Maratona, na qual não é permitido auxílio mecânico externo, na imensidão do deserto do “Empty Quarter”.

“Fizemos hoje uma prova tranquila, com pilotagem segura e sem correr riscos. Novamente uma Especial só de dunas e estamos agora em sexto na geral. A estratégia é seguir com foco para terminar os dois próximos dias e evitar problemas”, afirma Conti, 18 anos, o piloto sul-americano mais jovem desta edição.

Quem aprovou também a Especial em meio às dunas foi Luppi que fez uma boa prova de recuperação e conquistou mais 10 posições em relação ao dia anterior. “Especial muito prazerosa. Andamos bem e sem aquela responsabilidade por resultado. Mas no km100 a correia tinha se deslocado e perdemos uns 6min para arrumar e terminamos em 11º hoje. Estamos também comboiando o Bruno, que vem conquistando posições todos os dias e fazendo uma boa prova. Amanhã largamos atrás deles”, explica o pai orgulhoso, que ocupa a 31ª posição na classificação acumulada dos UTVs, mas que chegou a liderar na primeira semana por três etapas consecutivas.

Neste sábado, a penúltima etapa terá 675 km e 154 de trechos cronometrados, mas o longo deslocamento e uma cadeia de dunas para chegar a Al-Hofuf exigirá resistência, habilidade e técnica de pilotos e navegadores e muito foco.

O Dakar entra na reta final e termina no domingo, 15, em Damman, no Golfo Pérsico. Até lá os competidores não podem vacilar porque qualquer erro pode custar caro nestes dois dias decisivos. A 45ª edição, a quarta na Arábia Saudita, largou no dia 1º às margens do Mar Vermelho.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Dakar: o lado feminino do maior desafio do mundo

 

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Em 2023, a imprensa brasileira marca presença na 45ª edição do Rally Dakar somente com a repórter Letícia Datena. Não há outros jornalistas do país acompanhando a prova, que reúne no total competidores de 68 nacionalidades na Arábia Saudita. Curiosa e apaixonada pelo esporte, Letícia deu de cara com uma realidade que não esperava: a forte presença feminina no maior desafio do mundo, que vem sendo disputado desde o dia 31 de dezembro nos desertos daquela região do Oriente Médio.
“Ao todo, são 51 atletas espalhadas em seis categorias. Eu acho sensacional que cada vez mais mulheres estejam se aventurando na versão mais radical de um esporte extremamente físico, como é o rally cross-country. Pilotos e navegadores correm em média 400km por dia em pleno deserto, escalando dunas de até 300m. Terminam o dia literalmente moídos. Além de estar bem preparado, é preciso ter coragem. E isso nós, mulheres, temos de sobra”, diz a filha do apresentador José Luis Datena.
“O Dakar vai cruzar uns 8.500km até o final da corrida, no dia 15 de janeiro. Nós já andamos cerca de 70% disso. É uma prova que judia da gente, precisa realmente amar velocidade para correr um Dakar. E as mulheres adoram esse desafio. Ter 51 delas aqui me diz que estamos chegando com força, o rally já é nosso território também”, conclui a repórter, que faz a cobertura do evento pela TV Band e revista Forbes.

Elas estão em todas – As mulheres, na verdade, já registraram grandes momentos na trajetória do Dakar – o que chama a atenção agora é a quantidade e a disposição de brigar de igual para igual com os marmanjos de todas as categorias. Mas, já em 2001, a alemã Jutta Kleinschimidt mostrou o caminho vencendo a prova na categoria principal, a dos carros, ao lado do navegador e conterrâneo Andreas Schulz.
“Aqui, todo mundo sabe que as mulheres vieram pra ganhar. Como é o caso dos homens, algumas possuem currículos fantásticos no rally e outras estão em evolução. Mas de maneira geral elas estão aqui para conquistar o título máximo do nosso esporte, que é vencer essa prova”, diz o brasileiro Lucas Moraes, que vem sendo a principal revelação do Dakar 2023. “Todos os dias, no Dakar, temos provas de que talento não tem sexo, idade ou cor de pele. Essa é uma das magias dessa competição”, completa ele.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Dakar: brasileiro já é visto como maior revelação de 2023

 

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Até esta segunda-feira (9), dia de descanso do Rally Dakar 2023, a 45ª edição da prova mais importante do mundo off-road vem sendo marcada por um desempenho surpreendente do brasileiro Lucas Moraes, atual bicampeão do Rally dos Sertões. O piloto da equipe Overdrive, apoiado pela Red Bull e SpeedMax Pneus, levou seu Toyota Hilux a resultados superiores aos esperados até mesmo por ele próprio. Melhor rookie até o momento, em seu primeiro Dakar Moraes ocupa o terceiro lugar na classificação geral após oito especiais – ou seja, com mais da metade do evento, que tem 14 etapas programadas.
Ao lado do navegador alemão Timo Gottschalk – experiente e vencedor do evento com Nasser Al-Attiyah em 2011 – Lucas esteve no top 10 em sete dos nove dias de competição até agora, alcançando o terceiro lugar na classificação geral do rally desde o sétimo dia, ao fim da especial seis. O detalhe é que a edição 2023 do Dakar tem se notabilizado pela dificuldade, com diversos acidentes graves – incluindo o que tirou da corrida o maior campeão do evento, o francês Stephane Peterhansel.

Melhor rookie – Além de histórico para o off-road do Brasil, o resultado de Lucas também o coloca em posição de destaque no mundo como o melhor estreante do Rally Dakar 2023 por uma ampla margem de 2h28min para a dupla dos franceses Simon Vitse e Frederic Lefebvre.

Confira o desempenho do brasileiro dia a dia:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Dakar: Brasil assume a liderança nos UTVs T4 com Rodrigo Luppi/Maykel Justo, após a 4ª etapa

 

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 Os brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 assumiram nesta quarta-feira, a liderança nos UTVs T4 do Dakar. A dupla completou a Especial (trecho cronometrado) de 425km, na 4ª posição (5h26m16s) e manteve um ritmo seguro sem correr riscos. A 4ª etapa foi em laço, com largada e chegada em Hail, e marcada por areião e todos os tipos de dunas em meio à região montanhosa. O clima frio prevaleceu e apesar de a chuva ter cessado, alterou significativamente parte do terreno.

“Fomos bem hoje. Chegamos a liderar na categoria até a metade do abastecimento e 5km depois uma pedra oculta furou o pneu e perdemos um pouco o ritmo, mas terminamos em 4º. Muito bom assumir a liderança e a cada etapa vamos fazendo o nosso trabalho”, diz Luppi, piloto de Vinhedo (SP), que está na sua 2ª participação no maior rali do mundo.

Luppi/Justo estão com uma vantagem de 14m04s de Eryk Goczal/Oriol Mena. Ano passado, a dupla terminou em 6º na T4, venceu uma etapa, liderou por dois dias e em nove das 12 Especiais chegou entre os Top5 da categoria.

Bruno Conti/Pedro Bianchi Prata #409 driblaram problemas elétricos durante a Especial e também com o pneu, o que fez a dupla perder muito tempo, mas completaram na 22ª posição (6h07m43s) e, ainda assim, mantiveram em 8º no acumulado da categoria.

“Não foi um dia fácil porque tivemos problemas elétricos nas dunas. É somente o 4º dia e o Dakar tem se mostrado bem duro, mas estou muito feliz por ter completado mais um dia neste meu primeiro ano aqui. Espero que amanhã seja um dia melhor”, explica Conti, 18 anos, o piloto sul-americano mais jovem desta 45ª edição, que é incentivado de perto pelo pai Luppi.  “Foi bem complicado hoje e tivemos de fazer algumas peripécias mas conseguimos chegar até o final que é o mais importante. Há muita prova pela frente ainda”, completa Bianchi Prata, o experiente competidor português que está em sua 12ª participação no Dakar.

Dakar: a "surpresa" Lucas Moraes sobe para sexto

 

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Estreante e conhecido apenas por quem acompanha o cenário do rally no Brasil, Lucas Moraes segue surpreendendo na 45ª edição do Dakar, a prova mais importante e difícil da modalidade. Nesta quarta-feira (4), o piloto da equipe belga Overdrive Racing terminou a corrida na oitava colocação, fato que o alçou para o sexto lugar na classificação geral da categoria Carros, a que conta com os veículos e competidores de maior renome no esporte. 

À frente de Lucas estão somente craques, como o atual campeão do Dakar, o catariano Nasser Al-Attiya (Toyota), além candidatos à vitória lendários, como espanhol Carlos Sainz (Audi) e o francês Stéphane Peterhansel (Audi). O brasileiro é também o único rookie entre os 15 melhores da prova.

Moraes é o atual bicampeão do Rally dos Sertões, prova que, apesar de importante, não tem a mesma visibilidade internacional que o Dakar. Além disso, tem chamado a atenção o respeito que Moraes tem mostrado pela competição disputada nos desertos da Arábia Saudita. “Estou aprendendo mais a cada dia. E encaro cada dia como um novo desafio a ser superado”, diz ele. “O Dakar não é apenas difícil tecnicamente, é também extenuante, longo e perigoso. Basta ver a quantidade de quebras, acidentes e abandonos em todas as categorias. Tem que respeitar, mas ao mesmo tempo tem também que encarar de verdade o desafio. Não é uma fórmula fácil de resolver”, avalia o atleta Red Bull, que disputa a corrida com patrocínio da SpeedMax Pneus.

Nesta quarta-feira, que correspondeu ao quarto dia de corrida, Moraes voltou a se referir à experiência em sua estreia como “aulas importantes”. “Hoje, eu consegui ter mais duas aulas importantes. Lá pelo km 100 da especial, eu consegui ir atrás do Mattias Eckstron (Audi), que é bem rápido; fui seguindo e observando a técnica, vendo o que eu poderia adaptar à minha pilotagem. Em seguida, consegui colar no Nasser (Al-Attiya, atual campeão, Toyota) e consegui segui-lo por uns 30 ou 40km até chegar em um trecho que levantava muita poeira. Então, por segurança, decidi abortar a estratégia. Mas foram momentos muito proveitosos para mim. Estou feliz, por que estamos evoluindo dia a dia”, conta ele, que tem como navegador o alemão Timo Gottschalk.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Com Moraes já no top10, tempestade cancela programação do Dakar

 

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 Organizadora do Rally Dakar, a francesa ASO anunciou às 14h30 (horário local) o cancelamento da parte final da especial que vinha sendo disputada nesta terça-feira (3), entre Alula e Ha'il, na Arábia Saudita. A interrupção veio quando os competidores atingiram o check point (ponto de checagem de roteiro) número três, momento em que a corrida já tinha percorrido 377km dos 447 previstos para o trecho em disputa hoje.
Segundo a ASO, os helicópteros de socorro e controle da imensa caravana, que conta com 455 veículos de corrida, não conseguiriam sobrevoar a região, onde ocorria uma tempestade naquele momento. “Confirmamos essa informação depois, nos dirigindo ao local do bivouac (acampamento). Pegamos uma chuva intensa, com visibilidade muito perigosa”, destacou o piloto brasileiro Lucas Moraes, que terminou em nono na categoria principal, dos carros, e novamente foi o melhor rookie da competição.
“Chegamos ao acampamento com a areia do deserto cheia de poças d’água. Um cenário bizarro”, completou o atleta brasileiro da Red Bull, que também conta com apoio da SpeedMax pneus. A corrida foi interrompida a cerca de 100km de Ha'il, local do acampamento desta noite para a caravana do Dakar.
O bom resultado foi comemorado por Moraes. “Ainda estou aprendendo como atacar as dunas e chegar entre os dez melhores do dia, ao lado de lendas do esporte, tem um significado muito grande para mim”, resumiu o jovem brasileiro. E o Brasil realmente teve um dia positivo. O navegador catarinense Gustavo Gugelmin, ao lado do piloto americano Austin Jones, venceu a especial do dia na categoria Protótipos Leves. Já na competição dos UTVs de série modificados para rali, a dupla Rodrigo Luppi e Mayel Justo terminou no segundo lugar. Logo atrás, em terceiro, chegou o piloto Cristiano Batista, que conta com a navegação do espanhol Fausto Mota.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Dakar: Após os motores aquecidos no Prólogo, Conti/Bianchi e Luppi/Justo abrem 2023 acelerando na 1ª etapa

 

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  Agora faltam poucas horas para a largada do Rally Dakar que abrirá 2023 com uma etapa em laço com 603 km, dos quais 368 de trechos cronometrados (Especial). A expectativa é grande mas neste sábado, os competidores já puderam sentir um pouco da adrenalina quando participaram da cerimônia de abertura da 45ª edição, quando um a um foram apresentados e a emoção bateu forte. Logo depois puderam acelerar em um trecho de 13km do Prólogo. Rodrigo Luppi/Maykel Justo #406 completaram na 10ª posição (9m19s), enquanto Bruno Conti/Pedro Bianchi Prata #409 em 12º (9hm20s) nos UTVs T4, categoria conhecida como Modified Production SSV composta por 45 veículos.

“Prólogo rápido com bastante trechos com facão e areia nas curvas. Mas optamos em ser mais conservadores e não abusei para não correr riscos, pois teremos uma Especial longa amanhã quando o Dakar começa para valer. Estava há dois meses sem pilotar, mas estou muito focado e logo vou pegando meu ritmo de prova. Um misto de ansiedade e emoção, porque afinal meu filho vai estrear na prova”, explica Luppi, piloto de Vinhedo (SP) que está em sua segunda participação. “Amanhã começa o rali de verdade e será dia de colocar a estratégia em prática. Nosso objetivo é fazer resultado até mais ou menos a 8ª etapa e depois ir administrando, obviamente com o melhor tempo possível”, revela o navegador de Taubaté (SP), que está em sua 12ª participação no Dakar, além dos UTVs já competiu nos carros e caminhões.

Estreante no maior rali do planeta, Conti é o piloto sul-americano mais jovem do grid e se preparou muito para essa edição e terá ao seu lado o experiente piloto português Bianchi Prata. “Foi rápido, andamos dentro do previsto no Prólogo e, agora, é que vai começar o melhor. Certamente com a bagagem do Pedro, que conhece muito de Dakar, vou ter a tranquilidade que preciso para terminar a prova todos os dias e levar no melhor ritmo. É um sonho estar aqui, diz Conti de 18 anos, que há quatro compete nos UTVs. Esse ano estreou no Sertões e depois no Rally de Marrocos como parte da preparação para o Dakar.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Focado no Dakar, Moraes vai ao Mundial encarar dunas das Arábias

 

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Em preparação para o Rally Dakar 2023, o bicampeão da prova mais importante do país, o Rally dos Sertões, inicia nesta terça-feira (29) treinos muito especiais. Visando um aprendizado bastante específico, Lucas Moraes chegou ontem nos Emirados Árabes, onde disputará a partir da próxima sexta-feira o Dubai International Baja, válido como última etapa da Copa do Mundo da modalidade, chancelada pela FIA.
Esta será a primeira prova que Moraes disputará como atleta oficial da Red Bull. Nela, o brasileiro terá entre seus objetivos desenvolver a técnica de pilotagem nas dunas da região que, como será o caso do Dakar, formam longas sequências que preenchem muitos quilômetros do percurso da prova.
Membro da equipe belga Overdrive, o brasileiro já utilizará o Toyota Hilux DKR IMT com o qual competirá no Dakar ao lado o navegador alemão Timo Gottschalk – campeão da prova em 2011, com o catarense Nasser Al-Attiyah. Além de Lucas, a Overdrive também contará com o saudita Yazeed Al-Rajhi – atual campeão mundial de Cross-Country Baja e líder do campeonato deste ano – e o holandês Erik Van Loon.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Marcelo Medeiros conquista mais uma vitória na 10ª etapa do 44º Dakar, nos quadriciclos

 

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 Marcelo Medeiros, piloto da Tagracing Team, foi o mais rápido e conquistou a vitória na 10ª etapa do 44° Dakar, entre os Quadriciclos FIM. O titular da Yamaha Raptor 700, #183, finalizou o trecho cronometrado do dia, de 375 quilômetros, entre Wadi Ad-Dawasir e Bisha, em 4h11min04seg. No acumulado geral da competição, o maranhense, tetracampeão do Sertões, subiu mais um degrau, ficando agora na 6ª posição, com o total de 64h50min32seg.

A 10ª especial, nesta quarta-feira, cumpriu a promessa de ser uma das mais rápidas da edição, ao mesmo tempo que foi agradável aos olhos. Uma etapa em que os competidores, em meio às variações de relevo e cores, precisaram ter em mente que pressa gera desperdício, especialmente quando se trata de navegar pelas inúmeras interseções, que são a marca registrada das rotas sauditas. Uma etapa em que predominou o prazer em conduzir e a contemplação de cenários maravilhosos.

Medeiros largou em quinto e foi recuperando posições já na chegada da segunda zona de controle (km85), quando o argentino-americano Pablo Copetti, líder da prova até então, fundiu o motor. Naquele trecho, o piloto da Tagracing Team ultrapassou o polonês Kamil Wisniewski, assumindo o segundo lugar. No penúltimo “waypoint” (km258), o maranhense conseguiu conquistar a dianteira da prova e, a partir dali, abriu vantagem em relação aos concorrentes, cruzando a linha de chegada 2min25 a frente do segundo colocado.

“Hoje foi um daqueles dias em que tudo deu certo. Fui para a largada bastante focado e o quadri estava funcionando redondo e contribuiu para este excelente resultado. Foi um percurso de muitas dunas e muitos desfiladeiros. Consegui passar todos os quadriciclos e ganhar a etapa. Estou muito feliz, com a vitória”, comemora o maranhense.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Na 9ª etapa do Dakar, os brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo concluem em 4º nos UTVs

 

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 Na 9ª etapa do Rally Dakar, Rodrigo Luppi/Maykel Justo completaram na 4ª posição nos UTVs T4 a Especial (287 km) em laço, em Wadi Ad Dawasir, em meio a montanhas, pedras, cânions e areia. A dupla andou forte e chegou a liderar no início da Especial, mas teve problemas durante uma ultrapassagem que rendeu um pneu furado e custou minutos preciosos. Os brasileiros finalizaram a Especial em 3h04m59s, a 4min07s da dupla polonesa que venceu nesta terça-feira. No resultado acumulado do rali seguem em 6º nos UTVs T4.

“Dia muito rápido de deserto aberto, alternando com montanhas e passagens com pedras no meio de vale e cânions. Estávamos vindo bem, mas assim como ontem quando andamos 100 km na poeira de uma dupla que não respeita o Sentinel (equipamento de ultrapassagem que facilita o pedido de passagem e oferece mais segurança), hoje foi a mesma coisa, nada dele abrir e nessa, devido ao pó excessivo pegamos uma pedra que furou o pneu”, explica Luppi que compete com um Can-Am Maverick XRS preparado pela South Racing.

Segundo o piloto, apesar do incidente, a dupla segue firme e focada para mais três dias de rali. “Estamos felizes porque amanhã vamos largar junto aos ponteiros e recuperamos mais algumas posições. O UTV está inteiro e vamos acelerar para buscar mais um bom resultado”, completa o paulista que faz sua estreia no Dakar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Dakar: Após sete etapas, Rodrigo Luppi/Maykel Justo estão no Top 5 dos UTVs T4

 

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 Após o sábado de descanso, Rodrigo Luppi/Maykel Justo #415 tiveram um dia duro nesta 7ª etapa do Rally Dakar que largou de Riad e terminou em Al Dawadimi. Os brasileiros tiveram problemas mecânicos no trecho das dunas e completaram a Especial de 402 km na 21ª posição dos UTVs T4. A dupla perdeu a liderança mas, ainda assim, está no Top 5 da categoria na 5ª posição, agora a 36m38s do líderes.

Neste domingo, os brasileiros se superaram e mesmo tendo perdido mais de 1 hora parados retornaram para prova e completaram o exigente trecho cronometrado com cadeias de dunas, pisos de terra firme, piso arenoso e que exigiu muito da navegação em um total de 701 km do dia.

“Quebrou a homocinética e também a manga (eixo entre o conjunto de roda/pneu e a suspensão) em uma pancada no trecho final de uma duna, onde tinha uma valeta de 1m de profundidade”, conta Luppi. Mas após a troca da homocinética, o vilão foi um parafuso que os fez perder mais 20min. “Percebemos que faltava uma porca 10 para prender a manga e não tínhamos nem no nosso kit e daí o Maykel precisou tirar um parafuso do macaco e adaptou e assim terminamos a Especial”, completa o piloto.

Mas apesar do perrengue, a dupla fechou o dia satisfeita por ter completado mais uma exigente etapa e, ainda estar entre os cinco mais rápidos dos UTVs. “Dos males o menor, porque para quem ficou 1h06m parado e estar a 36min do Jones/Gustavo nos deixa otimistas porque  temos mais cinco dias de Dakar pela frente e embolou toda a classificação, então seguiremos focados”, finaliza Luppi que estreia no Dakar, ao lado de Justo, que tem 10 participações no currículo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Dakar: Rodrigo Luppi/Maykel Justo fecham em 2º nos UTVs T4 na Especial mais longa da edição

 

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 Os brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo #415 (Luppi Racing Team) venceram a 4ª etapa do Rally Dakar nos UTVs T4 (SSV), após completarem a maior Especial da 44ª edição, com 467 km. Mas no final da noite foram divulgadas as penalizações por radar e foi acrescentado ao tempo da dupla mais 6 minutos, o que resultou na 2ª colocação na categoria no trecho cronometrado que ligou Al Qaisuma à capital da Arábia Saudita, Riad. Ainda assim, os paulistas mantiveram a vice-liderança no acumulado e diminuíram a diferença para os líderes, agora estão a 4m13s de Austin Jones/Gustavo Gugelmin, que também foram penalizados em 6 minutos.

“Hoje foi um dia muito duro mas conseguimos imprimir um ritmo forte. Fizeram uma Especial na qual foi exigido muito da navegação e havia várias mudanças de rumo e muitas pedras. No final andamos em um rio seco por 20 km, mas devido às chuvas tinham poças, atoleiros e pedras escondidas. No final deu tudo certo mas também tiveram muitas penalizações de radar”, conta Justo, o experiente navegador que completa sua 10ª participação no Dakar.

A dupla vem se destacando entre os ponteiros dos UTVs T4, desde o início do rali. Apesar de Luppi ser estreante no Dakar vem mostrando uma pilotagem segura e mantendo um ritmo forte a bordo do Can-Am Maverick XRS, preparado pela South Racing que recebeu alterações significativas que melhoraram o desempenho após o Abu Dhabi Desert Challenge, disputado em novembro de 2021.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Dakar: Dupla Luppi/Justo fecha 3ª etapa no Top 5 e segue na vice-liderança nos UTVs T4

 

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 O desafio na Arábia Saudita continua e os competidores do Dakar avançaram, nesta terça-feira, mais 636 km do roteiro, dos quais 255 de trechos cronometrados. Foi um dia em laço com largada e chegada em Al Qaisumah. A dupla brasileira Rodrigo Luppi/Maykel Justo #415 (Luppi Racing Team) fechou a 3ª etapa em 5º nos UTVs T4 (SSV) e segue vice-líder na categoria, a 5m23s dos ponteiros.

“Pegamos uma pedra escondida entre uma duna e outra e rasgou o pneu logo no início da Especial, cerca de 8 km da largada. Depois no final faltando uns 18 km para o final furou outro mas optamos por terminar assim sem parar”, conta Luppi. “Hoje foi um dia mais rápido, com rio seco com bastante pedras e trechos perigosos e mais travados e estamos enfrentando dias bem frios por aqui”, completa o piloto de Vinhedo (SP) que faz sua estreia no Dakar nesta edição.

Luppi conta com a experiência de Justo que completou 10 participações no maior rali do mundo. “Hoje completamos a 3ª  etapa do Dakar, um dia rápido mesclando dunas, areia e um pouco de pedras. Infelizmente logo no início tivemos um pneu furado que nos custou algumas posições, mas o importante é que seguimos em 2º na geral dos SSVs”, diz o navegador de Taubaté (SP).

Nesta quarta-feira, a caravana do Dakar segue rumo à capital da Arábia Saudita, Riad. Será a Especial mais longa da edição 2022 com 465 km e, novamente, mais dunas gigantes, entre outras adversidades do percurso desafiarão a resistência dos competidores. “Amanhã começa o Dakar! Será um dia longo e difícil e vamos precisar ter cautela para chegar”, finaliza Luppi. O rali termina no dia 14 em Jeddah.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Dakar: Brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo assumem a vice-liderança nos UTVs T4, após a 2ª etapa

 

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 Com a 3ª posição conquistada nos UTVs T4 (SSV), nesta segunda-feira, na 2ª etapa do Rally Dakar, a dupla Rodrigo Luppi/Maykel Justo #415 (Luppi Rally Team) assumiu a vice-liderança na categoria no acumulado. Com o resultado, os brasileiros estão a 2m28s dos líderes Austin Jones/Gustavo Gugelmin.

A segunda Especial do maior rali do planeta teve 338 km de trechos cronometrados que exigiu técnica de pilotagem e, sobretudo navegação e foi percorrida entre muitas dunas e em sua maioria em piso arenoso e também com trechos rápidos. A dupla paulista completou o trecho em 4h12m19s, em uma prova limpa, sem problemas mecânicos.

“Estou muito satisfeito com o dia de hoje e também com nosso resultado no rali. Na Especial havia alguns buracos traiçoeiros, andamos em um bom ritmo e conseguimos mais um bom resultado”, explica Luppi. Sobre o Can-Am Maverick XRS a dupla está fazendo mais alguns ajustes ao longo do rali. "Estamos ajustando a suspensão para amanhã e acredito que vai ficar melhor ainda”, completa o piloto que faz sua estreia no Dakar e conta com a navegação do experiente Justo que já tem no currículo uma década na competição.

Devido as fortes chuvas que caíram na região, as duas pernas da etapa Maratona (que não permite apoio mecânico externo) foram canceladas, pois alagou a área do parque de apoio onde os competidores ficariam acampados.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Brasileiros terminam Dakar com vitória no último dia

 

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Em uma das edições do Dakar mais “sofridas” dos últimos anos, a dupla brasileira Reinaldo Varela e Maykel Justo terminou a 43ª edição do Rally Dakar com a vitória na etapa final, realizada nesta sexta-feira (15) em 447km entre Yanbu e Jedá. Os brasileiros já haviam liderado outras cinco especiais entre as dozes disputadas, mas a vitória escapou em todas as oportunidades. 

“Foi uma sensação maravilhosa vencer hoje, bem no final, depois de tanta luta e esforço neste Dakar, que foi um desafio muito difícil de superar. Se tivéssemos apenas chegado ao final, já estaria satisfeito. Mas acho que essa vitória hoje foi uma recompensa pelo que fizemos até aqui”, disse Reinaldo Varela, campeão da prova em 2018. 

“Diante disso eu quero sinceramente parabenizar os campeões Chaleco (Francisco Lopez) e Juan Pablo (Vinagre), e também meu amigo e parceiro de tantas provas Gustavo (Gugelmin), que chegou em segundo. O que fizeram tem muito valor”, destacou o piloto da equipe Monster Energy Can-Am, referindo-se ao navegador catarinense que fez dupla com o piloto americano Austin Jones.