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Quem acompanha a corrida da principal categoria do automobilismo mundial de 6 a 8 de novembro, das arquibancadas ou pela TV, verá pit stops cronometrados em segundos. Longe das câmeras, porém, acontece uma cena que todo motorista está acostumado: a troca de óleo do motor. E o que sai dos veículos nesse momento exige atenção.
O óleo retirado dos motores dos carros da competição, conhecido como OLUC (Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado), é classificado como resíduo perigoso e tem alto poder de contaminação. Segundo a AMBIOLUC, associação que representa o setor, um único litro descartado de forma incorreta pode poluir até 1 milhão de litros de água, volume suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 14 anos. Por isso, a legislação brasileira determina que todo óleo usado seja coletado e destinado exclusivamente ao rerrefino.
Preocupado com esse impacto, o GP São Paulo mantém, desde 2022, uma parceria com a Lwart Soluções Ambientais, líder nacional na coleta e no rerrefino de OLUC, para que todo o lubrificante descartado pelas equipes tenha o destino correto. A logística reversa já faz parte da rotina da etapa brasileira: começa durante as atividades de pista e termina com a comprovação de que o resíduo seguiu o caminho previsto em lei.
Na pista e na garagem
“Nas corridas, motor e lubrificante trabalham no limite: altas rotações e temperaturas extremas exigem trocas muito mais frequentes do que em um carro de rua. E, ao fim da corrida, todo esse óleo precisa ser recolhido com segurança. No GP de São Paulo a evolução passa não só pela tecnologia e pelo desempenho, mas também pela responsabilidade com o futuro”, diz o comentarista Felipe Giaffone.
Iniciativas como a coleta e o rerrefino do OLUC mostram que é possível dar um novo ciclo a um material essencial para as pistas e reduzir o impacto ambiental.
Do autódromo de volta ao mercado
Durante o fim de semana, tambores instalados na área dos boxes das equipes armazenam o óleo retirado dos carros. Ao final do evento, a equipe da Lwart recolhe o material e o transporta, em caminhões especialmente equipados, até sua planta em Lençóis Paulista (SP). Lá, ele passa pelo rerrefino, uma espécie de reciclagem que transforma o resíduo em matéria-prima para novos lubrificantes.
Com a operação, o GP São Paulo recebe o Certificado de Destinação Final, documento que atesta a conformidade ambiental do evento.
“Em uma corrida, cada detalhe faz diferença, e o destino do óleo também. Há cinco anos, nossa equipe atua ativamente na gestão desse resíduo perigoso. Esse compromisso vale nas pistas e nas ruas. Em toda troca, o óleo usado precisa ter o mesmo fim: uma empresa certificada e autorizada pela ANP”, afirma João Vianney, diretor de Coleta da Lwart Soluções Ambientais

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