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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Coluna Antiquerace | um texto sobre Max Verstappen

 

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Mas também um texto sobre como virei torcedora dele em 2016 e a relação que isso tem com o país que ele escolheu representar no automobilismo 


Por Carla Giampaoli  

 

Max ingressou na Formula 1 pela equipe Toro Rosso, atual Racing Bulls, em 2015 aos 17 anos, tornando-se o piloto mais jovem a estrear na categoria. após uma temporada e 4 GPs, foi promovido para Red Bull substituindo Daniil Kvyat no meio do campeonato.


a jovem promessa da F1 e que a Red Bull apostara todas as suas fichas fez a sua estreia em maio de 2016 no GP da Espanha. e se era para deixar uma boa impressão já na primeira corrida pela equipe taurina, ele conseguiu e veio a ser o mais novo piloto a ganhar uma corrida. foi nesse momento que Max Verstappen começou a me chamar atenção, mas tiveram mais dois fatores determinantes: GP do Brasil 2016 em que ele deu show embaixo de uma chuva torrencial e por correr sob a bandeira da Holanda.


explico: 10 anos antes, em 2006, eu decidi colecionar o álbum da Copa do Mundo da Alemanha e o primeiro país que eu completei foi a Holanda e desde então, eu virei torcedora. só não imaginava que na F1 eu teria a chance de torcer para um piloto que escolheria essa nacionalidade (ao invés da bandeira da Bélgica, seu país de nascimento) justamente na equipe que eu já tinha torcida declarada há alguns anos.


bom, de lá pra cá foram 65 vitórias, 44 poles position, 117 pódios, 5 grand chelem (ou grand slam que é quando o piloto conquista a pole position, lidera a corrida de ponta a ponta e faz a volta mais rápida) e 4 campeonatos mundiais.


e pensar que até o início da temporada de 2019, ele nunca tinha conquistado uma pole position. esse feito só foi alcançado no GP da Hungria daquele ano. mas foi no GP do Brasil que ele venceu, pela primeira vez, uma corrida largando da pole e de alguma forma (intuição, talvez?) eu tinha certeza que isso aconteceria, ainda mais que no mesmo GP no ano anterior, ele liderava a prova e acabou perdendo após se enroscar com Esteban Ocon no S do Senna, onde 5 anos depois, Max assumiria a liderança em cima do francês e ainda dividiria pódio com ele.


mas a verdade é que torcer para Max Verstappen e Red Bull nesses anos não era um mar de rosas. era algo de uma vitória aqui, outra lá. não era frequente, tanto que isso me fazia não perder nenhuma corrida. imagina perder uma vitória dele. não perdi e ainda vivi in loco a primeira vitória dele em solo brasileiro em 2019. e em certos momento pairava os pensamentos “será que a Red Bull vai conseguir entregar para ele um carro que realmente seja bom?” ou “será que vou comemorar algum título dele com a Red Bull, como eu comemorei com Sebastian Vettel?”