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Se a previsão do tempo aponta temperaturas baixas, é o Autódromo
Internacional de Curitiba, que fica localizado em Pinhais (PR) que vai
esquentar por dois domingos consecutivos com as etapas da Stock Car Pro
Series e a Stock Light. Neste final de semana, as disputas valem pela
sexta etapa e acontecem no circuito tradicional, de 3.695 metros; no
próximo domingo, 8 de agosto, treinos e corridas serão realizados no
traçado externo, de 2.540 metros e três curvas.
Serão dois
“rounds” de um campeonato longe do final. Com 52 pontos separando os dez
primeiros colocados e muito ainda em jogo, Daniel Serra lidera a
disputa com 160 pontos, apenas quatro à frente de Gabiel Casagrande, um
dos pilotos que venceram em Curitiba em 2020. Cesar Ramos, que ainda não
venceu este ano, é o terceiro colocado baseado na regularidade, somando
143 pontos, dois a mais que o piloto da casa Ricardo Zonta. Diego
Nunes, Átila Abreu – que vem de vitória em Cascavel -, Rubens
Barrichello, Thiago Camilo (outro que venceu no oeste paranaense), Bruno
Baptista e Denis Navarro fecham os dez melhores da tabela.
E o
traçado convencional do autódromo curitibano proporciona boas disputas
por posição com trechos de alta velocidade e e fortes pontos de
frenagem. As curvas 1 e 5 são as que mais exigem do sistema de freios,
composto pelos discos da Fremax e as pastilhas da Fras-le, que suportam,
respectivamente, temperaturas de trabalho de até 720ºC e 840ºC. Na
primeira curva do traçado, os carros vêm de uma das mais longas retas
entre os autódromos brasileiros, com 980 metros de extensão e a uma
velocidade de aproximadamente 240 km/h. O ponto de frenagem fica pouco
mais de 100 metros antes da curva, e os pilotos pressionam o pedal do
freio por quatro segundos, fazendo o carro percorrer cerca de 180 metros
em desaceleração de 1,6 G para realizar o contorno a cerca de 100 km/h.
Na curva 5, conhecida como Curva do Pinheirinho, os carros saem depois
de uma forte redução no fim da reta oposta, onde reduzem a velocidade de
210 para 105 km/h em apenas 125 metros e 2,5 segundos na curva 3; após a
reaceleração, os carros avançam para chegar a 190 km/h e repetir uma
brusca frenagem de quatro segundos, reduzindo a velocidade para 75 km/h
em 140 metros, o que gera uma desaceleração de 1,4 G.
