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A Stock Car Pro Series realiza a segunda etapa da temporada 2020 neste
final de semana no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. E o
segundo encontro do ano na principal categoria do automobilismo
brasileiro será realizado em altíssima velocidade. Isso porque a pista
escolhida será a externa, o circuito oval de 2.695 metros, onde os
carros alcançam velocidades próximas dos 270 km/h.
Com três
curvas à direita, uma é feita sem necessidade de redução de velocidade,
justamente no trecho da junção entre o oval e o circuito misto. Mas duas
destas três curvas exigem frenagens fortíssimas que promovem reduções
de velocidade superiores a 100 km/h em poucos metros e menos de três
segundos.
“Goiânia é um dos melhores circuitos do Brasil, o que
torna a prova sempre muito competitiva e acirrada”, destaca André
Brezolin, engenheiro de projeto da Fras-le e Fremax, empresas que
equipam todos os carros da categoria com pastilhas e discos de freio,
respectivamente.
“O clima da cidade, geralmente quente e seco,
não costuma ser muito favorável para o resfriamento dos componentes do
carro como um todo, principalmente para os freios. Umidade do ar baixa,
temperatura ambiente e do asfalto elevadas... tudo isso colabora para
ser um dos circuitos mais difíceis para aplicação de freio. Isso sem
contar que as velocidades de reta que são altas e isso exige muito mais
dos freios”, destaca o engenheiro das fornecedoras oficiais.