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Acostumados a decidir posições em corridas curtas, nas quais uma largada, uma relargada ou poucos décimos podem mudar completamente um resultado, os pilotos da Fórmula 1600 terão de lidar com outra lógica no próximo desafio. Nos dias 21, 22 e 23 de agosto, as 50 Milhas de Piracicaba colocam os monopostos da categoria em uma prova no formato Endurance, com 50 voltas e ingredientes pouco habituais ao longo da temporada.
Não haverá pontos em jogo pelo Campeonato Paulista. Também não haverá reflexos na disputa da Copa Brasil. As 50 Milhas são uma competição independente, criada para colocar pilotos e equipes diante de uma experiência diferente daquela encontrada nas etapas dos dois campeonatos.
E é justamente aí que está um dos atrativos da prova.
Em uma Fórmula 1600 na qual as diferenças frequentemente são medidas em décimos de segundo — e algumas chegadas de 2026 já mostraram como a disputa pode permanecer aberta até os metros finais —, aumentar a duração significa acrescentar novas variáveis a uma equação normalmente resolvida na velocidade.
Ser rápido continuará sendo fundamental. Mas talvez não seja suficiente.
A dimensão do desafio aparece também na distância. As 50 voltas previstas em Piracicaba representam, em extensão percorrida, aproximadamente o dobro de uma corrida convencional de 12 voltas da Fórmula 1600 em Interlagos.














