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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Fim de uma era no Mundial de Fórmula E: Di Grassi anuncia última temporada

 

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Quando o Campeonato Mundial de Fórmula E disputou sua primeira corrida, no dia 13 de setembro de 2014, no Parque Olímpico de Pequim, China, havia uma dúvida fundamental: a ainda incipiente tecnologia dos monopostos elétricos, que obrigava os pilotos a utilizar dois carros durante a prova pela pouca duração da bateria, deixava no ar a incerteza do sucesso de um empreendimento tecnologicamente tão ousado para a época. Passados doze anos, o campeonato não apenas se consolidou como uma das competições mais sofisticadas e disputadas do mundo, como movimentou e influenciou a indústria automobilística, atraiu centenas de patrocinadores de âmbito global, além de reunir continuamente vários dos melhores pilotos do mundo.

Nesse período de mais de uma década, apenas um piloto foi ao mesmo tempo presença constante e bem-sucedido na pista a ponto de se tornar sinônimo de competitividade e da própria tecnologia elétrica, duas características fundamentais do Mundial: o brasileiro Lucas Di Grassi. Nesta quinta-feira (30), o piloto de 41 anos, anunciou que encerrará sua versátil carreira, que soma 32 anos de atividade em alto nível, desde sua estreia no kartismo, em 1994.

Mais que um piloto – Como faz questão de frisar o espanhol Alejandro Agag, fundador do Mundial, “Lucas não é apenas um piloto”. De fato, o brasileiro foi o segundo parceiro de Agag na empreitada de construir um campeonato mundial com tecnologia inédita e a partir de uma folha de papel em branco – o outro é o também espanhol Alberto Longo, atual dirigente da F-E e também primo de Agag. Consultor técnico, com um talento especial para trabalhar com tecnologia, Lucas foi fundamental no desenvolvimento do carro e na filosofia que transformou a categoria em um grande sucesso já a partir das primeiras temporadas – fazendo dela um “case” único na história o esporte.

Primeiro piloto a se comprometer com o campeonato totalmente elétrico, Lucas desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento do protótipo original que foi usado como base do GEN1, o primeiro carro da F-E. Naquela corrida de estreia, em Pequim, Di Grassi sintomaticamente conquistou a primeira vitória da história da categoria. Ainda hoje, aos 41 anos, o brasileiro se mantém competindo no mesmo alto nível que o levou a ser top 3 nas cinco primeiras temporadas consecutivas: foi campeão (2016/2017), duas vezes vice (2015/2016 e 2017/2018) e duas vezes terceiro colocado (2014/2015 e 2018/2019).

sexta-feira, 20 de março de 2026

Com Di Grassi, Mundial de Fórmula E estreia em Jarama, "uma pista old school"

 

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O Circuito del Jarama será a sede do ePrix de Madrid, a ser disputado neste sábado (21) com a participação do brasileiro Lucas Di Grassi. Construído em 1967 a 30km da capital espanhola, o traçado foi idealizado pelo holandês John Hugenholtz, que projetou outras pistas icônicas e "old school", como Zolder (Bélgica, em 1963), Suzuka (Japão, 1962) e Zandvoort (Holanda, 1963) – esta última em parceria com o também ex-piloto britânico de Endurance Sammy Davis.

Idealizado com o olhar de uma época que privilegiava fluidez e velocidade, mas sem muita ênfase na segurança, Jarama possui um desenho sem concessões à filosofia moderna de pistas largas e grandes áreas de escape. Com 3.934 metros e 14 curvas, o traçado combina curvas velozes com súbitas mudanças de direção e desníveis topográficos – bem ao estilo dos autódromos da era romântica da F-1. A última corrida disputada pela F-1 naquele circuito aconteceu em 1981, com os cinco primeiros colocados separados por apenas 1s2 e vitória do Ferrari 126CK de Gilles Villeneuve, um dos pilotos mais arrojados da História.

A estreia oficial de Jarama na Fórmula E marcará também o retorno do Mundial à Espanha, após cinco anos de ausência. A única oportunidade em que a categoria esteve naquele traçado aconteceu em novembro de 2024, quando os testes oficiais de pré-temporada foram transferidos para lá em virtude dos alagamentos ocorridos na região do autódromo de Valência, também na Espanha. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Mundial de Fórmula E: Di Grassi espera evolução neste sábado em Jedá

 

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 O calor da Arábia Saudita não deu trégua ao grid do Campeonato Mundial de Fórmula E. A Corrida 1 do Eprix de Jedá, primeira rodada dupla do calendário 2026, nesta sexta-feira (13), foi marcada pela proximidade entre todo o pelotão ao longo da prova e pelas altas temperaturas.

O brasileiro Lucas di Grassi largou da 20ª posição e permaneceu colado ao grupo principal a todo momento. Com um ritmo consistente, ele soube aproveitar as movimentações provocadas pelo Safety Car e pela parada obrigatória do pit boost — o “abastecimento” da categoria elétrica. O paulistano ganhou quatro posições e cruzou a linha de chegada em 16º.

“Jedá não é exatamente a melhor pista para o nosso carro, que ainda precisa de muito desenvolvimento para ser realmente competitivo. E, no segundo treino, todos os carros ficaram separados por apenas 0s6, o que dá uma ideia de como está sendo competitivo o final de semana até para quem tem o melhor equipamento. Há muito trabalho a fazer”, adiantou Lucas.   

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Mundial de Fórmula E estreia no Autódromo Internacional de Miami

 

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 Depois de passar pelo Brasil e México, o Campeonato Mundial de Fórmula E disputa no próximo sábado (02/02) a terceira etapa da temporada competindo pela primeira vez no Autódromo Internacional de Miami, nos Estados Unidos – encerrando a fase das Américas da competição. A prova contará com a participação dos brasileiros Lucas Di Grassi, pela equipe Lola Yamaha Abt, e Felipe Drugovich, da Andretti.

A Fórmula E já competiu duas vezes na cidade de Miami. Em 2015, primeira temporada da história do Mundial, a corrida foi realizada nas ruas da baía de Biscayne. Dez anos depois, o campeonato voltou à cidade para disputar uma prova, dessa vez no traçado misto do Homestead-Miami Speedway. Já a etapa do próximo final de semana marcará a estreia do Mundial na pista que atualmente sedia o GP de Fórmula 1 desde 2022.

Pista deve agradar aos pilotos e fãs – Para 2026, a categoria optou por uma versão de traçado com 2,32km, onde estão espalhadas 14 curvas. O design da pista apresenta uma primeira seção fluída mas tecnicamente desafiadora, com o trecho mais veloz situando-se no terço final do percurso, entre as curvas 8 e 13. No geral, a pista oferece boas oportunidades de ultrapassagem – o que agrada bastante ao público e aos pilotos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Mundial de Fórmula E retoma temporada neste sábado, no México

 

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 Uma corrida de estratégias diferentes. É assim que o brasileiro Lucas Di Grassi definiu a segunda etapa do Campeonato Mundial de Fórmula E, a ser disputada no próximo sábado (10), no Autódromo Hermanos Rodrígues, na Cidade do México. “Entre nossas 16 etapas, essa é a corrida na qual competimos na maior altitude em relação ao nível do mar. E isso a torna diferente em termos de estratégia e de acerto também”, explicou Lucas, que defende a equipe Lola Yamara ABT, time que formado em 2025. 

A pista mexicana está a 2.300 metros acima do nível do mar. Como comparação, São Paulo, onde foi realizada a etapa de abertura da temporada, em dezembro, está a 900 metros de altitude – uma diferença que afeta o trabalho de pilotos e técnicos. “O ar aqui na região do autódromo do México é menos denso, então isso causa alguns efeitos interessantes”, avalia o brasileiro. 

“Primeiro, o ar menos denso prejudica um pouco a refrigeração da bateria – que é bem importante em corridas de carros elétricos. Mas o mais importante é que a atmosfera mais rarefeita torna menos vantajoso andar atrás de outros carros para economizar energia – uma estratégia que usamos bastante. É o único lugar no qual sentimos esse efeito, que tende a mudar a dinâmica da prova. Outro ponto é que com a atmosfera mais rarefeita há também menos oxigênio e, por isso, até você se adaptar vai sentir mais cansaço do que nas altitudes mais baixas”, completou Lucas.

Três vitórias – Apesar dos desafios – e talvez justamente por eles – o ePrix do México é um dos favoritos do brasileiro. Lucas conquistou três vitórias nesta prova (em 2017, 2019 e 2021), uma das etapas onde tem mais fãs. A corrida também será a 150ª prova da história do Campeonato Mundial, que teve sua disputa inicial em setembro de 2014, na China, com vitória de Lucas.