terça-feira, 30 de junho de 2026

Pirelli F1: Os desafios de Silverstone, o berço do motorsport

 

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O GP da Grã-Bretanha é a primeira das duas corridas que terão a Pirelli como title sponsor neste ano. A empresa italiana também emprestará seu nome ao GP da Itália, associando assim sua marca às duas corridas históricas com o maior número de edições no Campeonato Mundial de Fórmula 1.

As etapas da Grã-Bretanha e da Itália são as únicas duas corridas realizadas ininterruptamente todos os anos desde o início do campeonato, em 1950, mantendo o mesmo nome. A primeiríssima corrida de Fórmula 1 em Silverstone foi vencida com pneus Pirelli Stella Bianca por Giuseppe Farina, ao volante de uma Alfa Romeo.

O próximo evento será a 77ª edição do GP da Grã-Bretanha, a 60ª sob este nome em Silverstone, e a 518ª corrida com a presença da Pirelli no campeonato. A pista, localizada ao norte de Northampton, é uma das mais utilizadas no mundo do motorsport. O circuito tem 5,891 km de extensão, e a última grande revisão de seu traçado ocorreu em 2010, quando foi introduzido um novo trecho entre as curvas Abbey e Brooklands.

Atualmente, a pista conta com 18 curvas (10 à direita e 8 à esquerda), algumas das quais geram forças laterais muito altas, com mudanças rápidas de direção em alta velocidade. Sequências como Maggotts-Becketts-Chapel, combinadas com as retas, levaram Lewis Hamilton, o piloto com mais vitórias em Silverstone, a dizer que pilotar ali é como estar na cabine de um caça.

A seleção para o fim de semana é composta pelos compostos mais duros da gama. C1, C2 e C3 foram escolhidos devido à alta severidade do circuito, que causa desgaste dos pneus. As acelerações registradas em alguns trechos ultrapassam 5g, valores semelhantes aos observados em Suzuka e Spa. O eixo dianteiro é o mais exigido, com o pneu dianteiro esquerdo particularmente propenso ao desgaste devido à predominância de curvas à direita.

O asfalto da pista não é abrasivo e apresenta rugosidade relativamente baixa. Ele já oferece um bom nível de aderência graças ao uso contínuo do circuito ao longo do ano, tanto em competições de duas quanto de quatro rodas.

Levando todos os fatores em conta, esperamos que as equipes tentem completar a corrida de domingo com uma estratégia de um único pit stop, utilizando os dois compostos com maior aderência, C2 e C3. Este último é a única opção que apresentou alguma granulação nos últimos anos, enquanto C1 e C2 se mostraram mais consistentes mecanicamente. O pneu branco-Duro tem grande probabilidade de ser usado no TL1, já que este ano o fim de semana terá formato Sprint.

Os pneus de chuva também podem entrar em ação na Grã-Bretanha. Por dois anos consecutivos, choveu no domingo, levando os pilotos a utilizarem os pneus Cinturato Intermediários. O clima britânico é famoso por sua imprevisibilidade, e mesmo no verão, pancadas de chuva não são incomuns.

Na terça e quarta-feira seguintes ao fim de semana de corrida, a Pirelli permanecerá em Silverstone para testes de desenvolvimento dos pneus de pista seca da próxima temporada, com o apoio da Mercedes e da Williams.

EM 2025

No GP do ano passado, o clima foi instável e, durante toda a primeira metade da corrida, foram utilizados os pneus Cinturato Intermediários. No início da volta de formação, todos os pilotos estavam com os pneus verdes de chuva, mas, antes da largada, cinco carros trocaram para slicks. A chuva então voltou a cair sobre o circuito, obrigando todos a retornarem aos intermediários. Na fase final, as condições voltaram a permitir o uso de slicks, com os compostos Médio e Macio escolhidos pela maioria dos pilotos para cruzar a linha de chegada.

ESTATÍSTICAS

Para revisar o quadro de honra do GP da Grã-Bretanha, é preciso percorrer uma jornada de 76 anos pela história. A corrida já foi realizada em Silverstone 59 vezes, além de ter passado por Aintree durante cinco anos e por Brands Hatch durante doze. O piloto com mais vitórias em Silverstone é Lewis Hamilton, com nove triunfos. Jim Clark e Alain Prost vêm em seguida, com cinco vitórias cada um no GP da Grã-Bretanha. A Scuderia Ferrari detém o recorde entre as construtoras, com 18 vitórias, três a mais que a McLaren.

OS TROFÉUS

O troféu do pódio do GP da Grã-Bretanha foi criado pelo artista Paul Oz, por encomenda da Pirelli. Partindo de um modelo digital do aerofólio dianteiro de um carro de Fórmula 1, o escultor moldou uma composição orgânica na qual os diversos elementos se combinam para evocar a evolução do circuito de Silverstone, de antigo campo de aviação a moderna pista de corrida. A bandeira britânica toma forma por meio de elementos estruturais em alumínio, material historicamente associado à aviação, enquanto os detalhes vermelhos e azuis da Union Flag são feitos de fibra de carbono, material icônico da engenharia moderna da Fórmula 1, criando assim um diálogo material entre passado e inovação.

O Marshal Award, que será entregue a um representante dos fiscais de pista antes do desfile de pilotos de domingo, foi encomendado pela Pirelli à empresa italiana Bartoccini Premiazioni, em colaboração com Stefano Zuech. Também neste caso, o troféu faz referência ao circuito de Silverstone, reproduzindo seu traçado, valorizado por uma série de estrelas ao longo do perímetro que simbolizam os fiscais empenhados em garantir a segurança. A frente combina fibra de carbono e aço inoxidável, enquanto a parte traseira traz a bandeira britânica, dando continuidade à referência identitária já presente no troféu do pódio.

Néctar Comunicação Corporativa / Assessoria de Imprensa da Pirelli 

 

 

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