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Por Eduardo Farah/Fotos da Internet
Se você está lendo um texto de minha autoria, certamente sabe que vem muito mais saudosismo nos próximos parágrafos ao invés da manjadíssima repetição de fatos e estatísticas da atualidade, vomitada em plataformas de streaming, redes sociais, grupos de Whatsapp, entre outras “mídias” que outrora não existiam e que sinceramente, não faziam a mínima falta.
Acompanhar Fórmula 1 com frequência principalmente na última década, tem sido uma tarefa árdua, mas a paixão pela mesma ainda é maior que a vontade de abandoná-la, (paixão esta motivada por alguns poucos pilotos, equipes, e raros acontecimentos).
O excesso de regras resultantes em punições desnecessárias, a apelativa aplicação do “politicamente correto” dentro e fora das pistas, estratégias que sequer assim merecem ser chamadas, demasiadas entradas de safety car seja ele físico ou virtual, trocas desnecessárias de posições, e pilotos que se preocupam mais com a própria diversão do que com a competição por si só, enchendo a boca para dizer isso em público, são apenas a “ponta do iceberg” do ultra tecnológico e proporcionalmente decadente em termos de entreteinimento, atual cenário do esporte.
Bons tempos dos pit-stops com reabastecimentos que geravam diversas e divertidas “presepadas”, bons tempos onde os termos “largar leve” e “largar pesado” faziam parte da narração da transmissão de uma corrida, bons tempos da REAL utilização dos pneus de chuva, dos treinos classificatórios realizados em volta única onde a configuração do carro após os mesmos tinha que obrigatoriamente ser mantida para a largada no dia seguinte, sem falar no mais icônico, estridente e autêntico ronco dos motores V10, que já tive a honra de ouvir várias vezes ao vivo (e sem protetores auriculares, rs).
Quem viu, quem viveu, quem torceu, quem sorriu, chorou, perdeu noites de sono e gastou tempo e dinheiro por conta da Fórmula 1 descrita neste último parágrafo, TENHO CERTEZA que assim como eu, lamenta profundamente o que este circo virou. Mas, a esperança é a última que morre, diferente do ânimo de certos pilotos que possuem um carro dominante em mãos na temporada atual mas mais parecem brincar de autorama.
Aos que estão chegando agora e que caíram neste universo devido a filmes, séries e promoções de redes de fast-food, sugiro que assistam corridas gravadas, pertencentes à era que aqui me refiro com tanta saudade, e caso tenham capacidade, tracem uma linha comparativa ao maior estilo “antes e depois”!
Divirtam-se!
Sobre o autor:
Eduardo Farah, proprietário da Antiquebug Autoparts, empresa especializada em restauração e compra e venda de peças e veículos da linha Vw clássica com ênfase em originalidade. Atua desde 2005 no ramo, e além de sua empresa, trabalhou como piloto de testes para o site Racionauto, ama raposas e é apaixonado por esporte à motor e por seu trabalho em iguais proporções. contatos: @eduardommfarah / ilhadasraposas@gmail.com / 19-997506483


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