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A jornalista Letícia Datena acaba de ser anunciada como embaixadora da Fórmula E para o Brasil. Com 14 anos de experiência em cobertura esportiva nacional e internacional, como repórter, correspondente, apresentadora e produtora de conteúdo, Letícia terá a missão de conduzir reportagens e produzir conteúdo, originalmente em português, para os diferentes canais e redes sociais da Fórmula E, bem como do E-Prix de São Paulo.
Há ainda um acordo para produção de conteúdos especiais para os
canais Band (TV aberta) e Bandsports (TV fechada), como parte da
parceria dos direitos de retransmissão das corridas da Fórmula E.
Entrevista com Letícia Datena
Leia,
abaixo, a uma entrevista rápida com Letícia Datena, sobre os planos
para atuação como embaixadora da Fórmula E para o Brasil:
1. Letícia, conte um pouco da sua história e da sua relação com o esporte e com o automobilismo.
Bom, a minha história com automobilismo já vai para o seu nono
ano. Eu estou no jornalismo esportivo há 12 anos, comecei com o futebol,
mas caí no automobilismo de paraquedas. Estava morando no Chile, era
repórter da Fox Sports, e o Chile é um lugar que tem uma tradição muito
forte no rali e tem um campeonato muito tradicional, o RallyMobil. A
organização estava preparando um evento especial para receber o pessoal
da FIA, tentar colocar no calendário do WRC, o Campeonato Mundial de
Rally. E precisavam de repórter que falasse inglês fluentemente para
entrevistar o pessoal da FIA, que falasse espanhol fluentemente para
transmitir e que tivesse a linguagem do ao vivo. Assim, chegaram no meu
nome.
Eu não cobria automobilismo, só acompanhava
algumas coisas como fã, mas topei fazer o projeto. Cheguei crua, e por
estar nessa situação, sendo jornalista e por vir de uma família com
tradição de jornalismo, falei: "Preciso me preparar, preciso ter muita
informação sobre isso". Comecei a estudar 6, 7 horas por dia, assistia
corridas, estudava sobre as regras e acabei me apaixonando. Fiz o
campeonato e trabalhei na organização por quase três anos, o Chile
entrou para o WRC, e eu fui para o WRC depois.
2. Então são mais de 10 anos dedicados ao jornalismo esportivo. Você tem experiência, inclusive, com Rally Dakar, uma das provas mais desafiadoras do mundo para pilotos e para quem cobre, além da Stock Car Brasil, certo? Fale mais sobre essa experiência.
Acabei me apaixonando pelo automobilismo e, principalmente, por rali. Cobri três edições do Rally Dakar, in loco,
dois deles na Arábia Saudita. Nos últimos dois, 2022 e 2023, eu fui a
única representante da imprensa brasileira, sempre gostei de participar
desses momentos históricos. Também cubro a Stock Car Brasil há quatro
anos e meio, que também é um projeto de muito sucesso, principal
categoria do automobilismo brasileiro. E fui apresentadora de arena das
duas primeiras edições da Fórmula E no Brasil, março de 2023 e março de
2024, contratada pela organização.
3.
Vamos falar de Fórmula E! Nos conte como vai ser essa atuação com a
Fórmula E, como isso vai impactar aos fãs do automobilismo brasileiro.
Acredito
que a organização da Fórmula E está demonstrando ter um interesse muito
grande no Brasil e no público brasileiro, isso é sensacional para o
automobilismo nacional. A Fórmula E está no Brasil há três anos e, como
falei, participei das duas primeiras temporadas como apresentadora de
arena. Agora, serei repórter, apresentadora e embaixadora da Fórmula E.
A
ideia é ter não só uma repórter para trazer informações em português,
mas uma representante brasileira no campeonato, a Fórmula E é uma
categoria global. Vou contribuir muito ao trazer mais conteúdo, mais
consciência, mais informações para o público brasileiro sobre o que é a
Fórmula E, esse esporte que é uma categoria nova, mas que está conectada
com o presente, com o futuro.
4. A Fórmula E é
uma competição muito voltada à sustentabilidade, uma categoria
extremamente tecnológica e, para quem ainda não acompanha, com duelos
impressionantes e provas definidas apenas nos momentos finais. Qual a
sua ideia para trazer essa ação para mais perto dos fãs?
A
Fórmula E é a primeira categoria a nascer 100% neutra em carbono, que é
super emocionante do ponto de vista esportivo, que carrega a mensagem
muito bacana da sustentabilidade, da preocupação com o meio ambiente e
também da conscientização em relação às novas formas de energia.
5. A
Temporada 11 está em seu momento decisivo: temos o E-Prix de Berlim,
dias 12 e 13 de julho, e depois Londres, também com duas provas, nos
dias 26 e 27de julho, encerrando o calendário. Você vai acompanhar a
essas provas ou o trabalho começa apenas no E-Prix de São Paulo, abrindo
a Temporada 12, em 6 de dezembro?
Vou
viajar para Berlim já semana que vem e vou produzir conteúdo por lá. A
Fórmula E é uma categoria global, chancelada pela FIA, mas que terá
nesse fim de semana de Berlim três pilotos brasileiros, vai ser uma
invasão brasileira, também comigo por lá, nessa estreia. Vai ter Sérgio
Sette-Câmara [Nissan Formula E Team], vai ter Lucas di Grassi [Lola
Yamaha ABT], que é o piloto do grid, e também teremos uma experiência
diferente, com um piloto da Fórmula 1, o Felipe Drugovich [Mahindra
Racing].
E no pós-etapa também, porque vai ter
Rookie Test [Teste de Novatos] logo na segunda-feira, vai ter muitos
talentos por lá para entrevistarmos. Além dos novos pilotos, teremos uma
presença feminina na pista, que ainda não é o que gente gostaria, mas é
crescente. A gente vê mulheres se interessando mais pelo esporte, mas
eu vejo também meninas e mulheres querendo cobrir automobilismo, o que
me deixa muito feliz, além das comunidades de mulheres interessadas no
automobilismo, por exemplo o "Girls Like Racing", além do programa
oficial de pilotos mulheres ou pilotas, como muitas gostam de falar,
"FIA Girls on Track".
A ideia não é só falar com pilotos brasileiros,
mas conversar com todas essas figuras, personagens e dirigentes, para
que o pessoal do Brasil os conheçam também. Acho que fica mais gostoso
de acompanhar qualquer campeonato quando você conhece um pouquinho mais
da história daqueles pilotos que você geralmente só vê de capacete.
Também vou estar em Londres e ainda vai ter muita coisa boa acontecendo
entre temporadas, estamos planejando conteúdos para preparar os
brasileiros para Temporada 12 que vai começar em dezembro.
6. A cobertura vai ser em português, em espanhol ou em inglês? Onde o público brasileiro vai poder encontrar sua cobertura?
A ideia é produzir conteúdo para redes sociais - tanto as minhas [@leticiadatena], quanto do E-Prix de São Paulo [@fiaformulaebr] e da própria Fórmula E [@fiaformulae] - com conteúdo mais tropicalizado, feito para um público mais abrangente e para os fãs que já acompanham a categoria. A ideia ainda é atrair novos fãs e também engrossar o caldo brasileiro nessa categoria, seja em português, seja com entrevistas em inglês, mas exibidas com legendas.
Também estamos fechando parceria com a equipe de Esporte da Band, das plataformas digitais da Band, da TV Band, além da BandSports, que são parceiros de transmissão, então poderemos ter essa parceria de coberturas com a Band.
Campeonato Mundial retorna para etapas decisivas em Berlim
A
Fórmula E retorna com a rodada dupla do E-Prix de Berlim, Etapas 13 e
14, nos dias 12 e 13 de julho, provas que antecedem a rodada final, em
Londres, mas que podem ser decisivas para a disputa do Campeonato de
Pilotos.
Oliver Rowland, piloto britânico da Nissan Formula E Team, é o líder da competição, com ampla vantagem sobre o alemão Pascal Wehrlein, da Tag Heuer Porsche, atual Campeão Mundial e segundo colocado na tabela desta Temporada: 172 a 103 pontos, restando quatro etapas.
No Campeonato de Equipes, a Porsche lidera por 203 a 191 pontos sobre a Nissan, posição que se inverte no Campeonato de Fabricantes, com 303 a 299 pontos.

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