quarta-feira, 16 de julho de 2025

Coluna Antiquerace | Como não falar de Eduardo Barrichello?

 

 CURTA NOSSA FANPAGE: https://www.facebook.com/paddockbrasiloficial 

Eu não ia escrever nenhum texto sobre a WEC. mas os 10 minutos finais das 6 horas de São Paulo, me fizeram mudar de ideia. eu tinha que falar sobre o grande feito que Eduardo Barrichello, o Dudu, fez no final de semana no Autódromo José Carlos Pace, o Autódromo de Interlagos.

Dudu contabiliza em seu currículo passagem por categorias de Formula tanto nos EUA quanto na Europa e na Stock Car por duas temporadas, a qual coleciona algumas vitórias e disputa pelo campeonato de 2024.

e neste ano, estreou no principal campeonato de endurance do mundo. a frente do carro #10, o Racing Spirit of Leman da Aston Martin, na categoria LMGT3 (que teve a estreia em 2024) ao lado de Valentin Hasse Clot e Derek DeBoer (substituído por Anthony Mcintosh na corrida de São Paulo).

um ano de adaptação. de lidar com todas as novidades, ainda mais em uma categoria em que você divide o carro com mais dois pilotos. a configuração do carro precisa estar boa para os três e não apenas para você. é algo que exige paciência. exige tempo. exige entendimento. exige trabalho em equipe mais do que tudo, porque de um segundo para o outro, tudo pode desandar.

e o final de semana começou com os treinos livres em que a equipe obteve P4, P1 e P2. o carro #10 estava no páreo. na classificação, Mcintosh colocou o carro em P10 e a equipe estaria na disputa pela hyperpole com Dudu. com uma volta de 1:33:849, a primeira pole position foi conquistada após o brasileiro guiar muito e mostrar quem é que manda em casa.

com a primeira parte concluída da melhor forma possível. qual seria a história da corrida? o que as 216 voltas reservavam? bom, para Dudu e companhia não foi uma corrida fácil, mas até a bandeirada existe muita coisa e nada está perdido. após Mcintosh perder a liderança para o Lexus #87, acabaram decidindo mudar toda a estratégia e parar antes, voltando no meio do pelotão.

mas depois o carro acabou rodando na Curva do Sol, perdendo mais de 20 segundos e claro, posições. quando o carro estava em P6, Dudu assumiu o terço final da prova e meta era conquistar posições para quem sabe lutar por um pódio. e a peça chave para isso foi a troca de Dudu e seu engenheiro. até que fosse possível se aproximar e ultrapassar a Gatting, da Iron Dames, na chegada do Laranjinha. aí não tinha mais como, o P3 já estava garantido e Dudu foi peça fundamental.

primeiro pódio da equipe. primeiro pódio de Dudu. em casa. com muita comemoração. muito choro, principalmente de Rubens Barrichello. sorrisos nos rostos. torcida gritando “DUDU DUDU”. pódio com direito a famosa sambadinha. um final de semana para mostrar que estão no caminho certo, por mais difícil que seja, e para jamais ser esquecido.

*Esta coluna teve a participação da jornalista Carla Giampaoli 

Fonte: https://cagiampaoli.substack.com/p/como-nao-falar-de-eduardo-barrichello?utm_source=share&utm_medium=android&r=yuh51&triedRedirect=true

Sobre o autor:

Eduardo Farah, proprietário da Antiquebug Autoparts, empresa especializada em restauração e compra e venda de peças e veículos da linha Vw clássica com ênfase em originalidade. Atua desde 2005 no ramo, e além de sua empresa, trabalhou como piloto de testes para o site Racionauto, ama raposas e é apaixonado por esporte à motor e por seu trabalho em iguais proporções. contatos: @eduardommfarah / ilhadasraposas@gmail.com / 19-997506483 


Nenhum comentário:

Postar um comentário