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O jovem italiano da Mercedes confirmou o favoritismo que já demonstrava nos treinos livres. Antonelli cravou o tempo de 1:28.778, garantindo a pole position com uma volta que beirou a perfeição técnica, especialmente no primeiro setor (os famosos "Ss" de Suzuka).
Seu companheiro de equipe, George Russel ficou atrás em segundo tomando quase três décimos
As Mclarens renasceram com Oscar Piastri, que até tentou brigar pela
pole, mas conseguiu um bom P3. Já o atual campeão do mundo, Lando Norris teve
alguns problemas hidráulicos no carro mas conseguiu passar para o Q3 e marcou o
quinto tempo.
Charles Leclerc, que se manteve na briga pela pole até o fim acabou tomando mais de seis décimos da ponta ficando em P4 e o Hamilton não conseguiu uma boa volta no Q3 para fechar em P6
Na RedBull, Hadjar conseguiu passar para o Q3 mas sem conseguir brigar lá na frente tomando mais de um segundo da ponta e o Max Verstappen sequer foi ao Q3 ficando em P11. Um pesadelo.
Pontos positivos do meio de pelotão: Bortoleto passou mais uma vez para o Q3 ficando em P9, Gaslyu fez um excelente tempo colocando sua Alpine em P7 e Lindblad que tem feito boas corridas e classificações fechou os dez primeiros ficando em P10.
Pontos negativos: Oliver Bearman que estava em quinto lugar no campeonato de pilotos teve problemas com sua Haas e ficou apenas em P18 e as Williams que tentaram mostrar melhorias nos treinos mas ficaram bema baixo do que se esperava.
O Apagão da Mercedes e a Ascensão de Piastri
As luzes se apagaram e o que se viu foi um contraste absoluto de reações. A
Mercedes, que dominara o sábado, teve uma largada catastrófica. Oscar Piastri
aproveitou a hesitação das "Flechas de Prata" e, com uma tração
impecável, saltou para a liderança antes mesmo da primeira curva. Charles
Leclerc seguiu o rastro da McLaren, mergulhando para assumir a segunda posição.
Enquanto isso, o atual campeão mundial conseguiu fazer uma largada cirúrgica que culminou em uma ultrapassagem ousada sobre George Russell na curva 2, garantindo o terceiro lugar momentâneo.
No fundo do pelotão, o brasileiro Gabriel Bortoleto sofria com a falta de ritmo da Audi, caindo para P12 e confirmando as dificuldades da equipe alemã em circuitos de alta carga aerodinâmica.
A Recuperação de Antonelli e o Fenômeno "Iô-Iô"
Após cair para P6 em uma largada “tenebrosa", Kimi Antonelli
iniciou uma pilotagem de recuperação agressiva. Na volta 2, já havia despachado
Lewis Hamilton pela quinta posição.
O ímpeto continuou: na volta 11, Lando Norris foi a vítima e, na 16, o italiano
já ocupava o terceiro lugar após superar Leclerc.
A corrida então entrou em uma fase tática peculiar deste novo regulamento. O que os especialistas apelidaram de "Efeito Iô-Iô", devido ao gerenciamento de energia das novas unidades de potência, os pilotos trocavam de posição constantemente. Quem liderava na reta acabava vulnerável na volta seguinte, pois o perseguidor utilizava a bateria recarregada para retomar a ponta, criando um ciclo de ultrapassagens incessantes.
Acidente com o Bearman
Na volta 22, o que vinha sendo alertado pelos pilotos — a perda súbita
de potência nas retas — culminou em um acidente severo.
Franco Colapinto sofreu uma falha
sistêmica, ficando mais de 90km/h km/h mais lento que o fluxo normal.
Oliver Bearman, que vinha em alta velocidade, tentou o desvio, mas o argentino,
em uma manobra defensiva instintiva, fechou levemente o ângulo.
Bearman tocou a grama, perdeu o controle e impactou violentamente contra a barreira de pneus. O sensor de impacto registrou impressionantes 50 Gs. Felizmente, o piloto da Haas saiu ileso, mas o incidente acionou o Safety Car, mudando o destino da prova.
Estratégia nos Boxes e a Reta Final
O Safety Car foi a salvação para Antonelli, que herdou a liderança e realizou seu pit stop com ganho de tempo. Por outro lado, George Russell viveu um pesadelo estratégico, havia parado momentos antes do acidente e viu sua vantagem derreter, caindo para P5 — o que rendeu reclamações calorosas via rádio para a equipe Mercedes.
Nas voltas finais, a Ferrari de Leclerc mostrou um fôlego extra. O monegasco superou Russell na volta 37 e, na 42, passou Hamilton para garantir o último degrau do pódio.
Classificação Final e Consequências
Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada para sua segunda vitória na carreira mas a constância de Oscar Piastri em P2 foi o destaque da McLaren.
Top 10: Antonelli, Piastri, Leclerc, Russell (que perdeu a liderança do campeonato), Norris, Hamilton, Gasly, Verstappen, Lawson e Ocon.
Destaque: Pierre Gasly segurou bravamente os ataques de Max Verstappen, garantindo pontos preciosos para a Alpine em uma disputa intensa pela sétima posição.
Com o resultado, o campeonato sai de Suzuka completamente aberto, com a Mercedes provando ter o carro mais rápido, mas a McLaren e a Ferrari mostrando-se muito mais resilientes em condições de corrida.
Sobre o autor.
Apaixonado por motores e viciado em automobilismo, acompanho a Fórmula 1 há mais de duas décadas, sem perder uma boa resenha de paddock. Além do circo da F1, sou entusiasta da resistência no WEC, da agressividade da Nascar e de diversas outras categorias do esporte a motor. Fora das pistas, sou gestor de TI com especialização em Ciência e Análise de Dados — o que talvez explique meu fascínio pela telemetria e precisão dos carros.
Quando não estou analisando dados ou assistindo a uma corrida, aproveito a vida com um bom churrasco, futebol, videogames e as novidades do mundo tech. Meu grande objetivo? Sentir a energia das arquibancadas de Interlagos de perto.
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