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Maximilian Guenther, piloto da DS Penske e vencedor da Etapa 3 do E-Prix de Jeddah, na sexta-feira, participou da Roundtable
com o Vencedor na última terça-feira, 18. Na coletiva online com a
imprensa, que contou com a participação de jornalistas brasileiros, o
alemão falou sobre o bom desempenho do conjunto Stellantis, do novo
recurso de recarga do PIT BOOST,
junto ao pit stop obrigatório e e seu impacto nas corridas, bem como
sobre o desafio da pausa até o próximo E-Prix, em Miami, além
possibilidades para o futuro do calendário da Fórmula E.
PIT BOOST
Max Guenther afirmou que a
recarga de 10% da energia das baterias, feito com pit stop obrigatório
com ao menos 30 segundos de conexão do carregador de 600 kW, amplia a
importância da estratégia nas corridas, mas também apresenta desafios em
termos de procedimento e de
gerenciamento de energia, para os quais equipes e pilotos treinaram
muito, na pré-temporada e ao longo dos últimos meses.
"[O
PIT Boost] Traz um novo elemento estratégico para as corridas e,
certamente, há muitas coisas nas quais você tem que se concentrar agora.
Obviamente, tanto o carregamento, quanto a liberação no pit lane podem
ser muito apertados, como vimos
neste fim de semana, com diferentes carros na faixa rápida ao mesmo
tempo. Então, sim, há muitas coisas para se ter em mente, como equipe,
sendo que o mais importante é gerenciar o nível de energia, além das
ferramentas de estratégia e previsão
sobre onde vamos estar após a janela de pit stop e quando todos fizeram o
pit stop.
"No fim das contas, há uma espécie de corrida virtual acontecendo nessas poucas voltas, quando você acaba competindo contra carros que não estão no mesmo ponto da pista. Acabei achando esse aspecto realmente emocionante.
"Também é
importante que todos, inclusive os fãs que assistem pela TV, saibam o
que está acontecendo, então acredito que seja necessário deixar bem
claro quem está liderando a corrida até mesmo virtualmente", disse
Guenther.
O piloto da
DS Penske afirmou ainda acreditar que o uso do PIT Boost será mais
dramático em algumas pistas do que em outras, sendo que Mônaco pode ser
um ponto crítico - Guenther não sabe se conseguiria repetir o feito de
Jeddah, saindo da
liderança para o meio do pelotão e retornando para vencer a corrida.
"Em Mônaco, acredito que cair da liderança para P9 não vai te permitir voltar novamente à liderança, porque ultrapassar é mais difícil em uma pista como Mônaco, então essas são as coisas que você tem que manobrar com a equipe usando a estratégia".
Bom ritmo da DS Penske
Max
Guenther também falou sobre sua adaptação à nova equipe nesta
temporada, seja pela estrutura da DS Penske, seja pelo ritmo
proporcionado pelo trem-de-força da Stellantis. Para o piloto, o
ponto-chave está no bom relacionamento com o engenheiro
de corrida.
"Olhando em
retrospecto para essas primeiras etapas, foi um bom começo de temporada
para nós. Estou realmente feliz com a forma como nos apresentamos em
todos os finais de semana. De fato, tivemos muita qualidade em todas as
sessões.
"De fato,
além de estar em uma nova equipe, tenho um novo engenheiro de corrida
para estas corridas em Jeddah. Nos preparamos conjuntamente nas últimas
semanas na fábrica, no simulador, nos acostumando um com o outro, mas
foi a primeira vez que
trabalhamos juntos na corrida, mas foi um trabalho fenomenal. Mesmo na
última prova, no sábado, onde obviamente não marcamos pontos, acredito
que entendemos muito bem nosso pacote, sabemos que somos competitivos.
Com isso, sei que temos a chance de ter
uma ótima temporada e é nisso que vou continuar me concentrando".
Calendário ampliado?
Depois da rodada dupla em Jeddah, e da
primeira vitória de Guenther na Temporada 11, o Campeonato Mundial ABB
FIA de Fórmula E faz uma pausa, por conta do cancelamento do E-Prix da
Tailândia, e só retorna em 11 e 12 de abril, para a Etapa 5 da
Temporada 2024/25, em Miami (EUA).
Guenther
explicou quais acredita serem os desafios de retornar à competição após
um mês de folga, bem como o que acha de rumores e conversas sobre a
expansão do calendário para mais de 20 corridas. O piloto da DS Penske,
que agora ocupa a 3ª
posição na tabela com seus 37 pontos, se mostrou entusiasmado com a
variedade de locais de corrida do calendário atual e destacou ser
necessário equilibrar eventos únicos e rodadas duplas para o bem dos fãs
e das equipes. Mas acredita que
a Fórmula tenha espaço para algumas novidades.
"Certamente teremos muito
tempo agora, entre Jeddah e Miami, mas já temos uma boa agenda, desde
trabalho na fábrica, com o simulador, até tirar alguns dias para
analisar e melhorar o pacote e, quem sabe, fazermos testes de pista.
Isso vai acontecer em março, pelo
que sei. Então, vou me manter bem ocupado.
"Sobre
novas adições [ao calendário], sinto que é um verdadeiro privilégio
podermos correr em tantos diferentes locais, mas nem preciso dizer que
sempre queremos correr mais. Sou totalmente a favor, mas acredito que
isso vai acontecer naturalmente
à medida que a competição avança. E sinto que é um bom equilíbrio ter
eventos únicos e rodadas duplas, como uma maior mistura dos dois. Acho
que seria bom para os fãs, mas também é preciso ter em mente, com tantos
membros da equipe trabalhando
neste projeto e nossa temporada, como encaixar 20 etapas nesses sete
meses que temos", afirmou.
Guenther citou, inclusive, que gostaria de ver uma ideia recém-utilizada em outra categoria aplicada à Fórmula E:
"Eu, certamente, vou acompanhar a apresentação das pinturas dos carros pelos 75 anos da Fórmula 1, on-line, e acredito que seria bem legal ter eventos como esse, um evento de lançamento de pintura com todas as equipes juntas, na Fórmula E. Estou curioso pela forma como vai acontecer e acredito que poderia ser algo bem interessante, é sempre ótimo apresentar novas ideias para nossos fãs", concluiu o piloto.

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