segunda-feira, 23 de março de 2026

Coluna Antiquerace | A era híbrida na Formula 1

 

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A era híbrida na Formula 1 não é novidade para ninguém, e sua implantação até então não havia interferido de maneira tão drástica na “intensidade do esporte”. Grandes disputas já haviam sido travadas no referido período e não a culpo por praticamente nada, aliás, não a CULPAVA, mas esse ano a emoção e o entusiasmo estão reduzidos a pó.

Como todos sabem (ou deveriam saber), a distribuição de potência foi alterada com o novo regulamento, obrigando pilotos a pouparem bateria para o uso em momentos específicos e muitas vezes, em momentos de necessidade ficando para trás devido à potência inexistente. O carregamento das mesmas não se mostrou eficaz.
Vale lembrar também, que o aumento no número de ultrapassagens no início da temporada desse ano, é utópico, pois a maneira com que as mesmas são contabilizadas também se alterou.

A insatisfação é quase que unânime. Pilotos, fãs e até mesmo pessoas que outrora sequer lembravam da existência do esporte, passaram a comentar negativamente sobre o que a categoria se tornou com o regulamento de 2026.

Ao mesmo tempo em que tudo ainda é muito “cru”, também é suficientemente PASSADO, a ponto de qualquer mortal perceber que algo muito errado está acontecendo. Rodas travando “do nada”, pilotos deixando de largar e até mesmo equipes inteiras abandonando o grid antes da prova, como foi o caso da Mclaren no GP da China realizado agora em Março. Motivo de TUDO isso? Falhas elétricas!

Anteriormente, os veículos apesar de híbridos, não possuíam a potência distribuída de maneira igual, dando predominância à combustão, portanto, a perda de energia das baterias era menos notada, além de ser também, melhor controlada.

Se o foco em sustentabilidade é veementemente defendido, existem alternativas mais relevantes do que a utilização de baterias. Combustíveis “verdes” como gasolina sintética ou até mesmo o etanol, se implantados, cumpririam o papel de trazer de volta tamanha intensidade existente até pouco tempo atrás, permitido novamente que os pilotos extraiam desempenho máximo o tempo todo ou ao menos, na maior parte dele.

Ao contrário do que dizem, nem sempre o jornalismo deve ser imparcial. Sendo assim, não posso deixar de ressaltar o fato de que vinte (e dois) carros correndo em círculos, não contribuem em absolutamente NADA, nem positivamente nem negativamente para causas ambientais.

Novas normas, velhos hábitos e nenhuma solução.

Sobre o autor:

Eduardo Farah, proprietário da Antiquebug Autoparts, empresa especializada em restauração e compra e venda de peças e veículos da linha Vw clássica com ênfase em originalidade. Atua desde 2005 no ramo, e além de sua empresa, trabalhou como piloto de testes para o site Racionauto, ama raposas e é apaixonado por esporte à motor e por seu trabalho em iguais proporções. contatos: @eduardommfarah / ilhadasraposas@gmail.com / 19-997506483 

 

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