sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Léo Tafner: De estreante a promessa - piloto se prepara para temporada 2026 na Fórmula 1600

 

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 Quando Léo Tafner completou 14 anos em fevereiro de 2025, ele não apenas soprou as velinhas do bolo. Naquele mesmo dia, o jovem piloto subia ao grid para sua primeira competição oficial de Fórmula 1600 na Copa ECPA, tornando-se o piloto mais jovem do Brasil a disputar uma prova oficial de fórmula. Menos de um ano depois, o garoto que começava sua jornada no automobilismo profissional encerra a temporada como vice-campeão da Copa ECPA e com resultados que chamam atenção no competitivo Campeonato Paulista de Fórmula 1600. 

Para 2026, Tafner mantém a parceria que tem se mostrado vencedora: continua na equipe Juka Motors, sob a orientação do tricampeão Marcel Fachini, e com objetivos ainda mais ambiciosos após um ano de intenso aprendizado. 

Uma temporada de estreia para não esquecer 

A trajetória de Léo em 2025 é marcada por uma curva ascendente impressionante. Quem viu o piloto nas primeiras etapas do Paulista, ainda se adaptando ao câmbio, à embreagem e às dimensões das pistas maiores, dificilmente imaginaria os resultados que viriam meses depois. 

"No início, figurava no final do pelotão, observando e entendendo a dinâmica das corridas. Os objetivos eram permanecer o máximo de tempo na pista sem cometer erros, sem rodar e sem bater, a fim de maximizar o conhecimento", relembra o piloto, que iniciou os treinos em carros de F1600 ainda aos 13 anos, no autódromo de Piracicaba. 

A estratégia de aprendizado se mostrou certeira. Em agosto, veio o primeiro pódio no Velocitta, um dos circuitos mais tradicionais do país. "Correr num dos templos do automobilismo é imensurável, correr com pódio é inexplicável", celebrou Tafner na ocasião. 

Resiliência como marca registrada

Se há uma característica que define a temporada de estreia de Léo Tafner, essa característica é a resiliência. Em Cascavel, na etapa de setembro, o piloto conquistou a pole position na categoria Light e o segundo lugar geral nos treinos classificatórios. Uma desclassificação técnica por cinco quilos abaixo do peso mínimo regulamentar o jogou para a última posição no grid de largada.


A resposta veio na pista: escalou o pelotão durante toda a corrida, chegou a liderar a categoria Light e terminou em segundo lugar na divisão e quarto na classificação geral. Foi a confirmação do trabalho desenvolvido pela JukaMotors e por Marcel Fachini desde o início do ano. 

Os desafios mecânicos também testaram a capacidade de adaptação do jovem piloto. Ao longo de 2025, Tafner utilizou quatro carros diferentes, incluindo um F-1600 reserva — não adequadamente preparado para disputar a Etapa Final em Interlagos. Mesmo assim, demonstrando sua grande capacidade de adaptação, Léo alinhou o carro reserva no  22º posto — num grid de 30 carros. Autorizada a largada, Tafner acelerou com o exclusivo objetivo de extrair do carro o melhor que dele se pudesse obter. E o resultado foi impressionante; de 22º, na largada, Tafner recebeu a quadriculada em 12º da  geral, e 6º da Light, ficando com o título de maior escalador da prova. Na corrida 2, largou de P12 e terminou em P8 geral, sendo o 3º colocado na Light. 

"Os resultados demonstram que estou ficando bom nesse negócio de rápida adaptação, de fazer acerto de carro, de escalar pelotão e fazer boas ultrapassagens", analisa Tafner, que encerra o ano satisfeito com os objetivos alcançados. 

Vice-campeonato na Copa ECPA coroa evolução


Paralelamente ao Campeonato Paulista, Tafner disputou a Copa ECPA e protagonizou uma disputa acirrada pelo título. Após um primeiro semestre de observação e ganho de experiência, assumiu a liderança em setembro com duas vitórias no mesmo fim de semana. 

Problemas mecânicos em outubro tiraram o piloto da ponta, mas ele manteve a regularidade e conquistou o vice-campeonato em dezembro, com dois segundos lugares na etapa final. 

De olho em 2026 

Com a bagagem adquirida em 2025, Léo Tafner se prepara para uma temporada 2026 ainda mais competitiva. A manutenção da parceria com a JukaMotors e com Marcel Fachini garante continuidade ao trabalho técnico desenvolvido, permitindo que o piloto chegue ao próximo ano já adaptado ao carro e ao ambiente das competições. 

A evolução mostrada ao longo de 2025 – do fim do pelotão aos pódios e poles na categoria Light – projeta um piloto cada vez mais competitivo e preparado para brigar pelas primeiras posições. Com apenas 14 anos e uma temporada completa de experiência, Tafner chega a 2026 como nome a ser observado de perto na Fórmula 1600. 

Não ficaram dúvidas de que a transição de Tafner do kart para os carros de fórmula foi vencida com sucesso. Agora, o desafio é consolidar-se entre os principais nomes da categoria e transformar potencial em resultados ainda mais expressivos. Se a temporada de estreia serve como termômetro, tudo indica que o automobilismo brasileiro pode estar diante de um novo talento em ascensão. 

O que esperar de Léo Tafner em 2026? 

Com mais experiência, conhecimento dos circuitos e continuidade na equipe, o piloto reúne condições para brigar por posições de destaque desde as primeiras etapas. A capacidade de adaptação demonstrada e a evolução constante ao longo de 2025 sugerem que o jovem piloto está apenas começando a mostrar seu potencial nas pistas brasileiras.

*FOTO: Léo Tafner na Final da Fórmula 1600 de 2025 em Interlagos (Carlos Rossi/CARR Press)

Carlos Rossi | CARR Press

 

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