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Por Lucas Oliveira / Fotos: Divulgação
A pré-temporada de 2026 no Bahrein marcou o início de uma revolução técnica na Fórmula 1, com a estreia das novas unidades de potência e chassis redesenhados.
Os seis dias de testes no deserto de Sakhir divididos em duas semanas no meio do mês de Fevereiro revelaram um grid em fase de adaptação, mas com sinais claros de hierarquia.
Vamos dar uma passada de régua por todas as equipes, nos pontos fracos e fortes antes do GP de Melbourne.
Começando da pior para a melhor equipe.
E infelizmente a última não tem como não ser a Aston Martin.
Muita promessa, muito investimento. A equipe que gerou mais expectativa por causa da chegada de Adrian Newey e do novo motor Honda foi o que mais sofreu nos testes do Bahrein.
A equipe foi a que menos andou, inclusive ontem no último dia de testes quando deu apenas 6 voltas e encerrou o dia na garagem. A Honda assumiu que o motor sofre com problemas de bateria na nova unidade de potência e ficou sem peças de reposição devido as quebras.
A equipe encerra os testes em crise, lanterna em dados e quilometragem e torce para sobreviver em Melbourne.
Cadillac
Expectativa vs. realidade.
A Cadillac chegou com banca, usando o intervalo do Super Bowl para se lançar, mas a pista no Bahrein mostrou que a F1 não perdoa novatos — mesmo aqueles que trazem veteranos no cockpit.
A nova equipe sofreu com a integração do chassi, o carro sofreu com panes elétricas e teve tempos altos. Pérez e Bottas terão trabalho.
O trunfo para angariar bons pontos será o com e confiável motor Ferrari.
A equipe encerra os testes sofrendo para se aprimorar, deve brigar por poucos pontos e podem levar algumas corridas para se ajustar.
Williams
O aluno esforçado que se enrolou na prova
A Williams entrou em 2026 com uma das duplas mais interessantes do grid — Carlos Sainz e Alex Albon — e o "motor dos sonhos" da Mercedes. Mas, na prática, o buraco foi mais embaixo.
O carro nasceu mal com problemas estruturais e os pilotos Sainz e Albon sofreram com o acerto do carro e lutaram contra a falta de aderência.
Apesar de tudo, eles conseguiram andar bastante no Bahrein. Albon deu mais de 110 voltas em um único dia, o que é ótimo para a confiabilidade.
A equipe encerra os testes em reconstrução, deve também brigar por pontos mas podem surpreender no meio do ano.
Audi
Estreia discreta.
O carro chamou a atenção no paddock por soluções aerodinâmicas "ousadas" (como as aberturas verticais dos radiadores) que ninguém mais usou.
O motor que era a grande incógnita ainda parece um pouco "bruto" e amarrado nas reduções de marcha e o som foi descrito como "não refinado". Ocorreram também alguns pequenos problemas de resfriamento nos dias mais quentes.
O nosso Gabriel Bortoleto foi bem, completou 347 voltas no total. Ele foi muito elogiado pela equipe por não cometer erros e por entregar um feedback técnico digno de veterano.
A equipe encerra os testes em fase de amadurecimento, deve brigar no meio de pelotão e também deve brigar por bons pontos.
Racing Bulls
Líder em resistência
Arvid Lindblad não é mais uma promessa, é uma realidade que deu 165 voltas em um dia só pra provar que o motor Redbull Powertrains aguenta o tranco.
Enquanto Lindblad buscava quilometragem, Liam Lawson focou em simulações de ultrapassagem e uso da nova aerodinâmica ativa. Ele terminou os testes com tempos muito próximos aos de Max Verstappen em simulações de corrida longa, o que indica que a RB pode incomodar as gigantes.
A equipe encerra os testes como a mais 'pronta' para completar a prova na Austrália, Pode brigar pela liderança do meio de pelotão e deve brigar por bons pontos com os dois pilotos.
Haas
Impecável.
Se nos anos anteriores eles eram "turistas" no fundo do grid, agora eles chegam com uma postura de quem quer brigar no topo do pelotão médio.
A equipe de Gene Haas deu um salto de qualidade impressionante. Com a nova parceria técnica reforçada com a Toyota Gazoo Racing e o motor Ferrari voando, o carro VF-26 foi um dos mais consistentes no Bahrein.
Bearman mostrou maturidade, onde não apenas foi rápido, como foi um "maratonista", completando 112 voltas em um único dia sem cometer um erro sequer.
Ocon afirmou que pela primeira vez em anos a Haas começa a temporada com uma base sólida.
A equipe encerra os testes como a grande favorita a liderar o meio de pelotão, ir frequentemente ao Q3 e brigar por bons pontos.
Alpine
Surpreendente
A Alpine aproveitou que parou de criar motores e focou seus esforços para desenhar um projeto que finalmente faz sentido. Sai o motor Renault problemático, entra o Mercedes confiável.
A equipe parou de quebrar, começou a escalar a tabela, passou por cima do déficit de potência dos anos anteriores e registrou velocidades máximas competitivas, batendo de frente com as equipes mais rápidas.
Inclusive mostrou uma solução de asa traseira que pode significar um ganho interessante de rendimento com apenas um flap descendo.
A equipe encerrou os testes com a maior evolução em relação ao ano passado, parece que vai pra briga de meio de pelotão e pode pontuar com os dois carros.
Redbull
Enigmática
Chegando nas quatro primeiras, vamos falar da Redbull.
Foi a equipe que mais "escondeu o jogo", mas também a que enfrentou o maior desafio técnico da sua história recente.
Diferente dos anos anteriores, onde a Red Bull dominava os tempos de volta desde o primeiro minuto, em 2026 eles adotaram uma postura de "perfil baixo". O motivo? A estreia do motor Red Bull Powertrains -Ford.
Eles não buscaram voltas rápidas (o famoso glory run). Focaram 100% em mapeamento de energia. O som do motor é diferente de todos os outros, e houve rumores no paddock de que eles estão com uma entrega de torque absurda nas saídas de curva.
A Red Bull não ficou no topo das speed traps (velocidade final). Isso gerou duas teorias: ou o motor Ford ainda está "amarrado" para evitar quebras, ou eles estão com tanta pressão aerodinâmica que o carro "arrasta" na reta.
A equipe encerrou os testes como a gigante adormecida, deve brigar por vitórias com Max e permanece ainda como icógnita o novo motor que ainda deve ser ajustado para maior performarce.
Mclaren
Campeã em eficiência
A atual campeã de construtores saiu do Bahrein como a equipe a ser batida em termos de preparação. Se a Ferrari levou o troféu de "volta mais rápida", a McLaren levou o de "melhor conjunto da obra".
Se existisse um prêmio de eficiência, a McLaren teria levado para casa. Foi a equipe que mais andou, a que menos visitou os boxes por problemas técnicos e a que mostrou o ritmo de corrida mais assustador.
Foi a que mais andou no total. Foram 412 voltas de pura eficiência. Enquanto os outros batiam cabeça com bateria e peso, Norris e Piastri pareciam estar em um dia de treino comum.
A equipe encerrou os testes como uma das favoritas a permanecer com o título, deve brigar por vitórias com ambos os pilotos e aparentemente possuem um trunfo no gerenciamento de energia.
Ferrari
O cavalinho voltou?
Os Tifossi foram bastante consistentes, e parece que este novo regulamento caiu como uma luva em Maranello.
Andaram bem com os motores clientes sendo uma das poucas equipes que não teve nenhuma falha mecânica grave. Completaram quase 400 voltas.
Ousaram em soluções diferentes como a asa traseira de 180º e parece que eles têm uma grande vantagem nos testes de Largada onde o Hamilton largou melhor que todo mundo e ultrapassou 4 carros.
Para deixar os ferraristas com esperança, alguns jornais europeus mencionam que a Ferrari ainda está escondendo o jogo e que não mostrou tudo na pre temporada. Fora que fizeram o melhor tempo das duas semanas com Charles Leclerc.
A equipe encerrou os testes como uma das favoritas a levar o título e deve brigar por vitórias com ambos os pilotos.
E por fim, a Mercedes
O melhor motor
Com todos os rumores que apareceram desde o ano passado, a Mercedes fez questão de confirmar os rumores. A equipe saiu da pré-temporada de 2026 com o status de "dona do melhor motor da nova era".
Foi a equipe que mais deu voltas, mostrou consistência, Liderou vários dias com Kimi Antonelli e Russell. O motor Mercedes parece ser o "rei" deste regulamento.
Depois de anos sofrendo, eles chegaram em 2026 com um motor que é a inveja do paddock e um Kimi Antonelli que parece mais maduro. Se a Ferrari talvez seja o carro mais rápido, a Mercedes é o carro mais inteligente.
Apesar da treta dos motores que ocorreu semana passada onde a equipe supostamente estava explorando a área cinzenta do regulamento ajustando a taxa de compressão para mais potência, a FIA declarou que o motor está legal e liberado para Melbourne.
A equipe encerrou os testes como a mais favorita a levar o título e deve brigar por vitórias com ambos os pilotos com Russel brigando mais a frente pelo título de pilotos.
Bom, depois de chegarmos a reta final, o veredito para o GP da Austrália é esse: a Ferrari é o carro a ser batido no sábado, mas a Mercedes e a McLaren têm o melhor ritmo de domingo. A Red Bull ainda é um mistério que pode assombrar todo mundo, e a Aston Martin... bom, a Aston Martin precisa de um milagre de Adrian Newey."
Sobe: Ferrari, Mercedes e Alpine.
Estável: Red Bull, McLaren e Haas.
Desce: Aston Martin, Williams e Cadillac.
Sobre o autor.
Apaixonado por motores e viciado em automobilismo, acompanho a Fórmula 1 há mais de duas décadas, sem perder uma boa resenha de paddock. Além do circo da F1, sou entusiasta da resistência no WEC, da agressividade da Nascar e de diversas outras categorias do esporte a motor. Fora das pistas, sou gestor de TI com especialização em Ciência e Análise de Dados — o que talvez explique meu fascínio pela telemetria e precisão dos carros. Quando não estou analisando dados ou assistindo a uma corrida, aproveito a vida com um bom churrasco, futebol, videogames e as novidades do mundo tech. Meu grande objetivo? Sentir a energia das arquibancadas de Interlagos de perto.
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